Lua se aproxima do aglomerado estelar Plêiades nesta terça-feira

Destaques
- •A Lua estará em conjunção com o aglomerado estelar Plêiades, também conhecido como M45 ou "As Sete Irmãs", a 444 anos-luz da Terra.
- •O evento será visível a olho nu ou com binóculos, com a aproximação máxima ocorrendo às 22h38 (horário de Brasília).
- •A aproximação é um fenômeno astronômico que permite observar a Lua e um dos aglomerados estelares mais proeminentes do céu noturno.
Na noite desta terça-feira (27), a Lua estará em conjunção com o aglomerado estelar aberto das Plêiades, também conhecido como Messier 45 (M45) ou "As Sete Irmãs". O fenômeno astronômico ocorre a uma distância de 444 anos-luz da Terra e será visível a olho nu ou com o auxílio de binóculos.
A aproximação máxima entre a Lua e as Plêiades está prevista para as 22h38, pelo horário de Brasília. Neste momento, os dois corpos celestes estarão separados por apenas 58,6 minutos de arco, uma unidade de medida angular utilizada em astronomia. Para se ter uma ideia, 60 minutos de arco equivalem a um grau, portanto, a distância será ligeiramente menor que um grau.
O que são as Plêiades?
As Plêiades (M45) são um dos aglomerados estelares mais próximos da Terra, com magnitude de 1,6, e um dos mais proeminentes do céu profundo. Elas são compostas por estrelas jovens, azuis e quentes, formadas nos últimos 100 milhões de anos. O brilho azulado dessas estrelas, refletido nas nuvens de gás que as cercam, confere ao aglomerado uma aparência notável.
O aglomerado é visto como uma mancha azulada próxima à constelação de Touro. A olho nu, geralmente aparecem como um padrão de seis estrelas em destaque, embora mais de mil estrelas sejam estimadas dentro do aglomerado, com mais de 100 visíveis em telescópios comuns.
Por que "As Sete Irmãs"?
Apesar de serem comumente vistas como um padrão de seis estrelas a olho nu, o aglomerado é chamado de "As Sete Irmãs". A razão para essa denominação remonta aos tempos antigos, quando observadores conseguiam distinguir sete estrelas principais. Com o passar dos séculos, uma delas, Pleione, uma estrela de brilho variável, mudou de posição no céu.
Pleione acabou se aproximando de outra estrela, Atlas, de tal forma que ambas são vistas atualmente como uma única estrela a olho nu. Essa mudança na percepção visual explica a discrepância entre o nome popular e a observação atual.
Observação do fenômeno
A Lua, que estará na fase gibosa minguante com 93% de sua iluminação, e as Plêiades (magnitude 1,3) estarão na constelação de Touro. O par se tornará acessível para observação em São Paulo, por exemplo, às 21h13, a uma altitude de 12° acima do horizonte nordeste. Eles atingirão seu ponto mais alto no céu às 1h27 de quarta-feira (28), a 42° acima do horizonte norte, e desaparecerão no crepúsculo às 4h42, a 23° acima do horizonte noroeste.
A distância entre a Lua e o aglomerado não será pequena o suficiente para caber no campo de visão de um telescópio, mas a observação a olho nu ou com binóculos proporcionará uma visão clara do encontro.
Matérias originais
- Semana traz encontro da Lua com as “Sete Irmãs” · olhardigital.com.br


