Mulher supera leucemia agressiva após diagnóstico em meio à pandemia

Destaques
- •Tia Bee Stokes, de 46 anos, foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda em abril de 2020, após apresentar sintomas semelhantes aos de uma gripe forte.
- •O tratamento intensivo incluiu nove meses de internação hospitalar, quimioterapia com graves complicações e um transplante de medula óssea.
- •Após receber a notícia de remissão em 2021, Tia Bee Stokes leva anos para reconstruir laços familiares e retomar sua rotina.
Aos 46 anos, a norte-americana Tia Bee Stokes, de Utah, nos EUA, enfrentou uma batalha contra a leucemia mieloide aguda, um câncer agressivo diagnosticado em abril de 2020, logo após o nascimento de seu quinto filho. Na época com 40 anos, ela inicialmente apresentou sintomas que pareciam de uma gripe forte, como tosse e mal-estar, que se agravaram com o tempo, incluindo suores noturnos, perda de apetite e dores de cabeça.
A doença transformou radicalmente sua vida e seu convívio familiar. Antes uma dançarina profissional ativa, administradora de estúdios e voluntária em trabalhos sociais para arrecadar fundos para pacientes com câncer, Tia se viu limitada a ficar deitada no sofá, lutando pela vida. "Perdi muita coisa, pois tudo o que eu podia fazer era ficar deitada no sofá abraçada ao meu bebê enquanto lutava pela minha vida", relatou ao The Sun.
O diagnóstico e o prognóstico sombrio
O diagnóstico de leucemia mieloide aguda veio após um hemograma revelar alterações severas nos glóbulos brancos, com níveis críticos que surpreenderam os médicos. O prognóstico inicial era desanimador, com a equipe médica informando à família que seria improvável que ela sobrevivesse à internação hospitalar. O diagnóstico ocorreu em um período desafiador, em meio à pandemia da Covid-19, o que adicionou uma camada extra de complexidade e isolamento ao seu tratamento.
O tratamento foi longo e árduo, exigindo nove meses de internação hospitalar e mais dois como paciente ambulatorial. Durante a quimioterapia, Tia enfrentou complicações graves, como perda da fala e mobilidade, insuficiência renal e pneumonia, além de um quadro de depressão profunda devido ao isolamento social e ao afastamento da família.
O distanciamento e a luta para reconquistar laços
Para Tia, o distanciamento da filha recém-nascida, Rose, foi a parte mais difícil de todo o processo. Ao retornar para casa, a bebê não a reconheceu, e Tia precisou "conquistar a confiança" da própria filha para reconstruir o vínculo. "Ela se recusava a me chamar de mãe porque não me conhecia dessa forma. Tratava-se de conquistar a confiança da minha própria filha e criar um vínculo com ela – começando como uma estranha", contou.
A situação familiar foi agravada pelo fato de seus filhos mais velhos terem que aprender a se cuidar sozinhos, enquanto o marido trabalhava intensamente para sustentar a família. "Eu estava completamente sozinha lá dentro, perdendo tudo o que era importante para mim", desabafou.
A remissão e o recomeço
Em dezembro de 2020, Tia passou por um transplante de medula óssea. Cem dias após o procedimento, ela recebeu a notícia tão esperada: o câncer estava em remissão. Durante o período de recuperação, ela permaneceu em casa, sob constante monitoramento médico.
Após seis anos do diagnóstico, considerada fora de perigo, Tia Bee Stokes agora se dedica a retomar sua rotina e a recuperar o tempo perdido com seus filhos. "Estou muito próxima dos meus filhos novamente, mas levou anos para chegarmos a esse ponto", concluiu, evidenciando a longa jornada de cura e reconstrução familiar.
Matérias originais
- Mulher tem sintomas fortes de gripe e descobre câncer após dar à luz · metropoles.com



