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Morre Nilton Travesso, pioneiro da televisão brasileira, aos 92 anos

06 de novembro de 2026
Morre Nilton Travesso, pioneiro da televisão brasileira, aos 92 anos

Destaques

  • •Nilton Travesso, diretor e produtor com vasta carreira na TV brasileira, faleceu aos 92 anos.
  • •Travesso foi responsável por programas icônicos como 'Jovem Guarda', 'Balão Mágico' e 'Éramos Seis'.
  • •Sua última participação na TV foi no documentário 'Silvio Santos, Vale Mais do que Dinheiro', lançado em 2024.

O diretor e produtor de televisão Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos, em decorrência de uma infecção generalizada. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Travesso deixa a esposa, a jornalista Marilu Torres, e o filho, o diretor de televisão Marcelo Travesso.

Considerado um pioneiro da televisão brasileira, Nilton Travesso iniciou sua carreira em 1953, nas oficinas que preparavam a estreia da TV Record. Como membro da aclamada "Equipe A", ele dirigiu atrações marcantes como "Jovem Guarda", "Família Trapo", "Hebe" e "Show do Dia 7".

Trajetória na Globo e outras emissoras

Nos anos 1970, Travesso ingressou na TV Globo, onde fundou o núcleo de programação de São Paulo. Lá, foi responsável pela produção do primeiro videoclipe exibido no "Fantástico" e pela criação de programas como "TV Mulher", "Balão Mágico" e "Som Brasil". Sua carreira também incluiu passagens pela Manchete, Bandeirantes, Gazeta e Jovem Pan.

Retorno ao SBT e legado na teledramaturgia

A história de Nilton Travesso com o Grupo Silvio Santos começou em 1976, com a inauguração da TVS no Rio de Janeiro. Em seu retorno ao SBT, em 1993, ele liderou duas reformulações importantes: a da faixa infantil, estruturando o "Bom Dia & Cia" e inovando com o "Show Maravilha" e seu primeiro cenário 360° no canal; e a da teledramaturgia.

Sob sua direção, estreou em 1994 o clássico "Éramos Seis", que obteve grande sucesso de público e crítica, vencendo o Troféu Imprensa e o Prêmio APCA. Este êxito abriu caminho para outras produções como "As Pupilas do Senhor Reitor", "Sangue do Meu Sangue", e a supervisão das primeiras versões brasileiras de "Chiquititas" e "Pérola Negra".

Últimas participações e homenagens

Em 2004, Travesso retornou à emissora para dirigir o reality "Protagonistas de Novelas" e o programa "Charme", apresentado por Adriane Galisteu. Nos anos seguintes, prestou consultoria ao Teleton e, em 2024, sua trajetória foi celebrada no documentário "Silvio Santos, Vale Mais do que Dinheiro", que marcou sua última aparição na televisão.

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