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Miriam Leitão sofre mal-estar e tem crise de vertigem durante programa na GloboNews

29 de outubro de 2026
Miriam Leitão sofre mal-estar e tem crise de vertigem durante programa na GloboNews

Destaques

  • •Jornalista Miriam Leitão interrompe comentário na GloboNews por sentir "tonteira"
  • •Especialista explica que vertigem é sintoma de problemas no labirinto, diferente de tontura comum
  • •Médico recomenda repouso e apoio durante crises, mas alerta para procurar emergência em casos graves

A jornalista Miriam Leitão sofreu um mal-estar durante a apresentação do Edição das 18h, na GloboNews, na quarta-feira, 28. Enquanto comentava o cenário político, ela interrompeu o raciocínio e pediu à apresentadora Camila Bomfim que a deixasse se apoiar na bancada ao lado da colega, relatando sentir "tonteira". Após o episódio, Miriam explicou ao portal F5, da Folha de S. Paulo, que tem labirintite e apresenta crises ocasionais de vertigem, associando o mal-estar também ao cansaço e às emoções recentes.

O que é vertigem e tontura?

O otorrinolaringologista Márcio Salmito, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que tontura ou "tonteira" é um termo genérico para diversas sensações. Uma delas é a sensação de escurecimento da visão ao se levantar rapidamente, frequentemente ligada à queda da pressão arterial. Outra sensação, tecnicamente conhecida como vertigem, é decorrente de problemas no labirinto, o "sensor de movimentos" do corpo.

Na vertigem, a percepção é de que o ambiente gira ou que o corpo roda em relação ao ambiente. Já a tontura comum pode se manifestar como a sensação de pisar no vazio ou de queda, segundo a biblioteca virtual do Ministério da Saúde. A vertigem pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, suor excessivo, perda auditiva e zumbido.

Labirintite: um termo muitas vezes mal utilizado

Apesar de ser popularmente usada para qualquer tipo de tontura, a labirintite refere-se especificamente à inflamação do labirinto, geralmente associada a uma infecção. Segundo Salmito, essa condição é relativamente rara e grave, sendo incomum ter crises recorrentes. "Geralmente 99% das vezes em que alguém usa essa palavra ela tem alguma outra doença do labirinto", afirma o especialista.

Existem diversas outras doenças que causam sintomas semelhantes à labirintite, como a migrânea vestibular (associada à enxaqueca) e a doença de Ménière, que afeta o ouvido interno. Essas condições podem ser controladas, mas crises podem ser desencadeadas por gatilhos como estresse, jejum, café ou chocolate, variando conforme o paciente.

O que fazer em caso de crise e quando procurar ajuda

Durante um episódio de tontura ou vertigem, a recomendação médica é se apoiar em algo firme ou sentar-se e permanecer quieto. Movimentos bruscos podem intensificar a sensação de desequilíbrio e aumentar o risco de quedas. Essa medida ajuda tanto em casos de queda de pressão quanto em problemas labirínticos.

No entanto, a atitude não substitui a avaliação médica. É fundamental procurar atendimento de emergência se a tontura for súbita e vier acompanhada de dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo, visão dupla, incapacidade de caminhar ou dor de cabeça intensa e incomum, pois podem indicar condições graves como um acidente vascular cerebral. Episódios recorrentes também necessitam de investigação para diagnóstico e tratamento adequados, que podem incluir medicamentos e mudanças de hábitos de vida.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado na Revista ft em 2026, intitulado "Labirintite: aspectos clínicos, diagnóstico e tratamento", revisou a literatura científica sobre a condição. A pesquisa aponta que a labirintite é uma condição inflamatória que afeta o labirinto, estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio e audição, manifestando-se com vertigem intensa, náuseas, vômitos, instabilidade postural e, por vezes, perda auditiva.

O estudo, que é uma revisão narrativa de artigos nacionais e internacionais recentes, indica que infecções virais são as principais causas, mas fatores bacterianos, metabólicos e vasculares também podem estar envolvidos. O diagnóstico é predominantemente clínico, com exames otoneurológicos complementares quando necessários. O tratamento envolve medidas sintomáticas, reabilitação vestibular e controle de fatores desencadeantes, sendo essencial para reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida.

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