Ministro da Previdência critica reforma de 2019 e projeções de déficit

Destaques
- •Wolney Queiroz classificou a reforma da Previdência de 2019 como 'criminosa' por prejudicar pensionistas.
- •O ministro defende alternativas como a inclusão de MEIs e informais, e a revisão de desonerações fiscais.
- •Acompanhar as propostas para ampliar a base de contribuintes e a discussão sobre renúncias fiscais.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disparou contra a reforma da Previdência aprovada em 2019, classificando-a como “até criminosa”. Segundo ele, a medida penalizou pensionistas e impôs condições mais severas para a aposentadoria, indo na contramão do que deveria ser o sistema.
Queiroz rejeita a ideia de que reformas sejam inevitáveis para cobrir déficits projetados, como os que podem superar R$ 1 trilhão em 2041. Ele argumenta que a Constituição prevê o financiamento da seguridade social por toda a sociedade, não apenas por contribuições individuais, e que o princípio da solidariedade deve prevalecer.
Em vez de endurecer as regras, o ministro propõe alternativas como a incorporação de MEIs e trabalhadores informais ao sistema, incentivando a contribuição com educação financeira. Ele também sugere a revisão das desonerações da folha de pagamento concedidas a empresas, apontadas como fonte de perda de arrecadação.
A Previdência, para Queiroz, vai além do pagamento de aposentadorias, funcionando como um seguro essencial. Ele não apresentou estimativas de quanto as novas propostas poderiam gerar de receita, mas o debate agora se volta para a ampliação da base de contribuintes e a análise das renúncias fiscais.

