Minidólar fecha em queda com incertezas fiscais e diplomáticas no radar

Destaques
- •Contratos de minidólar com vencimento em novembro caíram 0,16% na última sessão, fechando a R$ 5.348,5 pontos.
- •Fatores como a manutenção dos juros nos EUA e incertezas fiscais e diplomáticas no Brasil influenciaram a cotação.
- •Próximos passos incluem o acompanhamento dos Treasuries, sinalizações do Fed e desdobramentos políticos e fiscais no Brasil.
Os contratos de minidólar com vencimento em novembro encerraram a última sessão (28/10) em campo negativo, registrando uma queda de 0,16% e fechando a 5.348,5 pontos. O dólar à vista, por sua vez, oscilou durante o dia e terminou praticamente estável, com leve recuo de 0,04%, cotado a R$ 5,3466. No cenário internacional, a moeda americana ganhou força inicialmente com a alta dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), mas perdeu impulso após o Federal Reserve (Fed) anunciar a manutenção da taxa de juros básica entre 3,75% e 4,00%. No Brasil, a atenção dos investidores permaneceu voltada para as incertezas fiscais e os possíveis efeitos diplomáticos da recente viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
Análise Técnica e Pontos de Atenção
No gráfico de 15 minutos, o minidólar apresentou uma correção após a forte valorização de segunda-feira, fechando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica perda de força compradora no curtíssimo prazo. Para que a tendência de baixa se consolide, é necessária a entrada de volume vendedor capaz de romper o suporte na região de 5.338/5.310 pontos. A perda dessa faixa pode intensificar as vendas, com alvos em 5.288/5.263 pontos e, em uma correção mais ampla, em 5.235/5.226,5 pontos.
Em contrapartida, para uma recuperação, o minidólar precisa superar a resistência em 5.367/5.397 pontos. Acima dessa zona, o ativo pode avançar em direção a 5.421,5/5.469,5 pontos, com um objetivo mais estendido em 5.520/5.561 pontos, caso o fluxo comprador ganhe consistência.
Cenário Diário e Médias Móveis
No gráfico diário, o minidólar voltou a recuar após a alta expressiva de segunda-feira, mantendo um cenário de elevada volatilidade. Apesar da correção, o contrato segue acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que preserva uma estrutura técnica positiva no médio prazo. A média móvel de 200 períodos, localizada em 5.309 pontos, é um importante suporte. Sua aproximação ou perda pode aumentar a pressão vendedora e alterar a leitura de curto prazo.
Para a retomada do movimento de alta no gráfico diário, o contrato necessita superar a resistência em 5.430/5.525 pontos. O rompimento dessa faixa pode impulsionar o fluxo comprador em direção a 5.610/5.646 pontos. Por outro lado, a correção ganha força com a perda do suporte em 5.309/5.302 pontos, projetando alvos iniciais em 5.192/5.134 pontos.
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 63,60, um patamar que não indica sobrecompra nem sobrevenda, mas ainda reflete a valorização acumulada no início da semana.
Próximos Passos e Volatilidade
Para os traders de dólar, o foco estará no comportamento dos Treasuries, nas próximas sinalizações do Fed e nos desdobramentos políticos e fiscais no Brasil. A região de R$ 5,30 serve como referência inferior após a recente acomodação, enquanto a máxima de R$ 5,4005 é um parâmetro para uma possível retomada da pressão compradora. O desempenho global da moeda americana e eventuais tensões entre Brasil e Estados Unidos também podem ampliar a volatilidade do mercado.
Matérias originais
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