Milei e a economia argentina: a recuperação perde fôlego a um ano da reeleição
Destaques
- •PIB argentino encolheu 0,6% no segundo trimestre, primeira contração em dois anos.
- •Inflação desacelerou para 34% anual, mas mercado de trabalho e renda das famílias preocupam.
- •Setores como varejo, construção e indústria cortam empregos, enquanto exportações crescem.
A um ano da tentativa de reeleição, o presidente argentino Javier Milei vê a recuperação econômica que sustentou sua popularidade começar a perder força. O PIB encolheu 0,6% no segundo trimestre, um revés para o governo que contava com aceleração do crescimento.
Apesar da inflação ter desacelerado de mais de 200% para 34% anual, a fraqueza do mercado de trabalho e a queda no consumo das famílias geram preocupação. Setores que empregam a maioria da população, como varejo e construção, estão cortando postos de trabalho, enquanto o crescimento é impulsionado por exportações de energia e agrícolas.
A perspectiva é de um cenário apertado para os argentinos, com risco de recessão técnica. A queda na aprovação de Milei e a pressão dos adversários sobre o desemprego e a renda podem pesar na eleição de 2027.
A tolerância da sociedade argentina, após anos de turbulência econômica, é menor, o que representa um risco para o presidente. 📉




