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Midterms nos EUA: Entenda o que está em jogo nas eleições de meio de mandato

03 de novembro de 2026
Midterms nos EUA: Entenda o que está em jogo nas eleições de meio de mandato

Destaques

  • •Eleitores americanos votam nesta terça-feira (3) para definir a composição do Congresso, com todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado em disputa.
  • •O resultado das eleições de meio de mandato (midterms) impacta diretamente a capacidade do presidente de aprovar projetos e conduzir sua agenda econômica.
  • •A apuração pode levar dias, dependendo da diferença entre os candidatos e do volume de votos a serem contados, especialmente os enviados pelo correio.

Eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A votação definirá a composição do Congresso dos Estados Unidos, com todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado em disputa. Essa eleição é vista como um referendo sobre o desempenho do presidente, pois o partido que detém o controle do Congresso tem maior facilidade para aprovar projetos e avançar com a agenda governamental.

Atualmente, o partido Republicano, de Donald Trump, controla ambas as casas do Congresso com uma maioria apertada. No entanto, pesquisas de opinião indicam baixos níveis de aprovação para o presidente, o que sugere a possibilidade de uma derrota para o partido Democrata.

O que está em jogo nas eleições?

As midterms renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. O partido que conquistar a maioria em uma ou em ambas as casas terá maior influência sobre a agenda legislativa. Se os republicanos mantiverem o controle, Trump terá mais facilidade para aprovar projetos e propostas do governo. Caso os democratas conquistem a maioria, poderão dificultar a aprovação de medidas e ampliar a fiscalização sobre o Executivo.

A composição do Congresso também é crucial para as discussões sobre orçamento, impostos, gastos públicos e outras medidas econômicas. Por isso, o resultado das eleições é acompanhado de perto por investidores e mercados financeiros, que buscam entender o impacto na condução da política econômica do país.

Como funciona a apuração e quando sairão os resultados?

As primeiras urnas fecham às 20h de Brasília (18h em Washington) nesta terça-feira (3), em partes de Indiana e Kentucky. Ao longo da noite, outros estados encerram a votação, com o Alasca sendo o último, às 3h de quarta-feira (horário de Brasília). Os resultados começam a ser divulgados após o fechamento das urnas em cada estado, mas a apuração pode avançar durante a madrugada e continuar nos dias seguintes.

A demora na divulgação dos resultados se deve a diferentes regras estaduais para a votação e apuração. Cada estado tem seus próprios procedimentos para receber, verificar e contar os votos, especialmente os enviados pelo correio, que podem exigir etapas adicionais de conferência. Em disputas muito apertadas, recontagens e questionamentos judiciais podem prolongar ainda mais a definição.

O controle da Câmara dos Representantes, que tem 435 cadeiras, exige a conquista de ao menos 218 para garantir a maioria. Nas últimas eleições, a definição levou cerca de oito dias. Já o Senado, com 100 vagas, tem 35 em disputa nesta eleição; a maioria é de 51, mas o vice-presidente pode desempatar com 50 votos. O controle do Senado em eleições passadas levou de quatro dias a um dia após a votação.

O que dizem os especialistas e o que esperar?

O jornalista Guga Chacra e o historiador Filipe Figueiredo analisam o mapa eleitoral americano e as possíveis consequências para o mundo. A baixa popularidade de Trump em comparação com ex-presidentes americanos em períodos semelhantes sugere um cenário desafiador para o partido Republicano. Há temores sobre a interferência de Trump no processo eleitoral e discussões sobre a lei marcial entre seus apoiadores.

Trump tem atacado candidatos democratas e afirmado que respeitará o resultado das midterms apenas se a votação for honesta. A possibilidade de uma derrota dupla para o partido Republicano, com a perda do controle do Congresso, pode influenciar os próximos passos políticos do ex-presidente e o cenário para as eleições presidenciais de 2024.

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