Microsoft Edge: Falha lógica permitiu invasão completa do navegador

Destaques
- •Pesquisador explorou falhas lógicas no Microsoft Edge para obter controle total do sistema Windows.
- •O ataque, que não exigiu cliques do usuário, rendeu US$ 175 mil em premiação e foi corrigido pela Microsoft.
- •Usuários com o navegador atualizado não correm mais risco, mas a descoberta levanta preocupações sobre a segurança de lógicas de programação.
Uma série de falhas lógicas no navegador Microsoft Edge permitiu que um pesquisador de segurança obtivesse controle completo de um computador com Windows. A vulnerabilidade, descoberta em maio, foi demonstrada pelo pesquisador Orange Tsai, da equipe DEVCORE, que publicou a metodologia nesta quarta-feira (28). A demonstração rendeu um prêmio de US$ 175 mil (cerca de R$ 942 mil) durante a competição Pwn2Own em Berlim, Alemanha.
A Microsoft corrigiu as vulnerabilidades no navegador no dia seguinte ao evento, informando que usuários com o software atualizado não enfrentam riscos. As falhas foram corrigidas na versão estável 148.0.3967.70 do Edge, com os identificadores CVE-2026-45492, CVE-2026-45494 e CVE-2026-45495.
A mecânica da invasão baseada em lógica
Diferentemente de invasões tradicionais que exploram falhas complexas de memória, a pesquisa de Orange Tsai utilizou exclusivamente erros simples na forma como o Edge e o Windows gerenciam recursos comuns. Com menos de 100 linhas de código, o programa malicioso conseguiu gerar um mecanismo de execução universal e burlar proteções básicas de segurança.
"A parte difícil é encontrá-los e, uma vez encontrados todos, encadear é a parte mais fácil", afirmou Tsai em sua publicação técnica. A demonstração foi parte de uma cadeia de eventos que começou com uma ferramenta empresarial do Edge voltada para autenticação de contas.
Encadeamento de vulnerabilidades e correção imediata
Para que o ataque funcionasse sem a necessidade de cliques por parte do usuário, foram exploradas outras quatro fragilidades no ecossistema da Microsoft. O processo envolveu desviar de verificações de segurança utilizando uma segunda janela, contornar bloqueadores de pop-up por meio de endereços permitidos, aproveitar o login automático e extrair o e-mail da vítima de um serviço associado devido a falhas na troca de dados entre servidores.
Com o acesso obtido, o pesquisador utilizou a ferramenta de leitura imersiva do navegador e manipulou funções de arquivos de diagnóstico para sobrescrever arquivos do sistema e realizar alterações no computador. A Microsoft implementou a correção em 15 de maio, demonstrando seu compromisso com a segurança por meio de correções rápidas.
Matérias originais
- Pesquisador descobre falhas no Microsoft Edge e recebe R$ 942 mil · estadao.com.br



