Metrô de SP aposenta bilhete magnético após 52 anos de uso

Destaques
- •O Metrô de São Paulo encerrou o uso de bilhetes magnéticos nas catracas neste sábado (31).
- •Passageiros com bilhetes antigos poderão trocá-los por QR Code até 31 de janeiro de 2027.
- •A modernização visa simplificar a operação e acompanhar a evolução dos meios de pagamento digitais.
O Metrô de São Paulo encerrou, neste sábado (31), a utilização dos tradicionais bilhetes magnéticos nas catracas de suas estações. O modelo, conhecido como Edmonson, acompanhava o sistema desde o início das operações comerciais, em 1974, e será substituído definitivamente por alternativas digitais, eletrônicas e por aproximação.
Os passageiros puderam utilizar os bilhetes antigos nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até este sábado. Agora, quem ainda tiver unidades poderá trocá-las por bilhetes com QR Code entre este domingo (1) e 31 de janeiro de 2027. Segundo estimativa do Metrô, aproximadamente um milhão de bilhetes magnéticos ainda estão nas mãos dos passageiros.
Como trocar os bilhetes magnéticos
A troca poderá ser realizada nas bilheterias das estações Paraíso (linhas 1-Azul e 2-Verde) e Tatuapé (linha 3-Vermelha), diariamente, das 6h às 22h. Para participar do procedimento, os bilhetes precisam estar dentro do prazo de validade e em boas condições de conservação.
Passageiros com até dez unidades poderão realizar a substituição imediatamente. Já os que possuem mais de dez bilhetes deverão entregá-los para análise e validação, apresentando documento de identificação e um contato (e-mail ou telefone) para receber informações sobre a retirada dos novos QR Codes.
Alternativas ao bilhete magnético
Com o fim do modelo antigo, os passageiros podem continuar pagando as viagens com:
- Bilhete Único
- Cartão TOP
- Bilhetes unitários com QR Code (impressos ou digitais)
- Cartões físicos ou virtuais de crédito e débito (Elo, Mastercard e Visa) por aproximação nas catracas.
A mudança faz parte do processo de modernização dos meios de pagamento do sistema metroviário, que vem ampliando as opções digitais e eletrônicas disponíveis aos usuários.
Por que o Metrô decidiu encerrar o modelo?
De acordo com o Metrô, a decisão envolve dificuldades de manutenção dos equipamentos de leitura e a complexidade da produção e distribuição dos bilhetes magnéticos. O processo exige fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, distribuição para as estações e reposição constante dos estoques, além de despesas logísticas e de controle.
A substituição por meios digitais e eletrônicos busca simplificar essa estrutura e acompanhar a evolução das formas de pagamento, tornando o sistema mais eficiente e moderno.
O bilhete magnético na história do transporte paulistano
Apesar de estar sendo aposentado, o bilhete magnético Edmonson se tornou parte da memória do transporte público paulistano. O modelo foi utilizado desde 1974, quando o Metrô de São Paulo começou a operar comercialmente. Durante mais de cinco décadas, o pequeno cartão de papel com tarja magnética acompanhou milhões de passageiros em deslocamentos diários.
O nome Edmonson vem de Thomas Edmondson, que desenvolveu um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias na Inglaterra em 1839. A tecnologia, que representava uma solução moderna para organizar o acesso ao transporte metroviário em 1974, agora dá lugar a novas formas de pagamento após 52 anos de utilização.
Matérias originais
- Metrô de SP aposenta bilhete magnético usado há mais de 50 anos; veja como trocar · olhardigital.com.br



