Meta tem lucro líquido de US$ 9,86 bilhões e receita de US$ 64,6 bilhões no 3º tri

Destaques
- •Meta registra lucro líquido de US$ 9,86 bilhões, um aumento de 264% em relação ao ano anterior, impulsionado pela receita de publicidade.
- •Lucro por ação foi de US$ 3,83, impactado por uma despesa judicial de US$ 9,89 bilhões relacionada a um acordo sobre saúde mental de adolescentes.
- •A empresa eleva a previsão de investimentos em capital para 2026, entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões, focando em infraestrutura de IA.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, divulgou nesta quarta-feira (21) um lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um expressivo aumento de 264% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita da companhia atingiu US$ 64,60 bilhões, superando as expectativas do mercado e registrando uma alta de 26% em relação a 2025.
Apesar dos resultados financeiros robustos, o lucro por ação diluído ficou em US$ 3,83, abaixo da projeção de analistas. Esse desempenho foi impactado por uma despesa extraordinária de US$ 9,89 bilhões, decorrente de um acordo judicial multestadual nos Estados Unidos referente a alegações de que as plataformas da empresa prejudicaram a saúde mental de adolescentes. Sem essa despesa, o lucro por ação teria sido de US$ 7,40.
Investimentos em IA e nova estrutura acionária
A Meta reafirmou seu compromisso com a inteligência artificial (IA), elevando a previsão mínima de investimentos de capital (capex) para 2026. A empresa agora espera desembolsar entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em despesas de capital, reforçando a aposta em infraestrutura como centros de dados e capacidade computacional para o desenvolvimento de modelos avançados de IA.
O CEO Mark Zuckerberg destacou os avanços na estratégia de "superinteligência pessoal" com o lançamento de modelos como Muse e Muse Wonder. A companhia também anunciou a criação de uma nova classe de ações ordinárias, Classe C, sem direito a voto, com vigência a partir de janeiro de 2027. Essa medida visa ampliar as possibilidades de financiamento para aquisições e remuneração de funcionários, sem alterar o controle acionário de Zuckerberg.
Receita publicitária e desafios legais
A receita da Meta, que superou as expectativas de Wall Street, foi impulsionada principalmente pelo negócio de publicidade, que representa a maior parte do faturamento. As impressões de anúncios cresceram 10% e o preço médio por anúncio subiu 14% no trimestre.
No entanto, a empresa enfrenta desafios legais significativos. Um juiz do Novo México determinou que a Meta pague US$ 25 bilhões em multas por enganar usuários em um processo relacionado à violação de privacidade de dados, em uma decisão que a empresa pretende recorrer. Este é um dos maiores valores já impostos por um único estado contra a gigante da tecnologia.
A Meta já havia fechado um acordo em agosto com procuradores-gerais de 52 estados dos EUA, no valor de até US$ 17,1 bilhões, para encerrar processos sobre alegações de danos à saúde mental de adolescentes. A empresa argumenta que multas excessivas violam direitos constitucionais.
Próximos passos e projeções
Para o quarto trimestre de 2026, a Meta projeta vendas entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões. A empresa espera que a IA continue a impulsionar a receita publicitária e planeja reduzir as perdas da divisão Reality Labs, focada em realidade virtual e aumentada, para cerca de US$ 15 bilhões em 2027.
A criação da nova classe de ações, prevista para 2027, e a continuidade dos investimentos em IA são pontos chave para o futuro da companhia, que busca equilibrar a expansão tecnológica com a gestão de passivos legais e financeiros.
Matérias originais
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- Lucro da Meta dispara 264% e chega a R$ 324 bilhões no 3º trimestre; redes sociais concentram receita · g1.globo.com



