Mercado reage bem a Flávio Bolsonaro, mas economistas alertam: 'Amor de verão?'
Destaques
- •Ibovespa bate recorde e dólar cai após 1º turno com Flávio Bolsonaro à frente.
- •Economistas veem otimismo do mercado, mas questionam a sustentabilidade das promessas fiscais.
- •Ajuste nas contas públicas é crucial, mas a forma de executá-lo gera debate entre especialistas.
O mercado financeiro disparou o Ibovespa e derrubou o dólar logo após o primeiro turno das eleições, com Flávio Bolsonaro terminando na frente de Lula. A euforia vem da expectativa de um governo com maior compromisso com as contas públicas.
No entanto, economistas como Samuel Pessôa e Alexandre Schwartsman alertam que esse otimismo pode ser passageiro. A principal dúvida é se Flávio Bolsonaro conseguirá entregar um ajuste fiscal concreto e politicamente viável, algo que o mercado teme que o governo Lula não priorize.
A capacidade de articulação política do PL no Congresso é vista como um ponto forte, mas a falta de detalhes sobre as propostas de corte de gastos e a necessidade de reformas impopulares geram ceticismo. A pressão por medidas factíveis deve ser imediata após a eleição, sob o risco de um "anticlímax" e deterioração do cenário econômico.




