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Malásia desafia ONU e inicia repatriação de mianmarenses em meio a guerra civil

30 de setembro de 2026
Malásia desafia ONU e inicia repatriação de mianmarenses em meio a guerra civil

Destaques

  • •Malásia inicia repatriação de 5 mil mianmarenses, incluindo refugiados.
  • •ONU e ONGs de direitos humanos condenam a ação, alertando para riscos de violência e perseguição.
  • •Governo malaio alega necessidade de resolver questão migratória e de segurança.

A Malásia deu o pontapé inicial em um programa polêmico de repatriação de cerca de 5 mil mianmarenses, muitos deles fugindo da guerra civil e do golpe militar de 2021.

A iniciativa, que começa com a deportação de 1.500 pessoas, já está recebendo críticas pesadas de órgãos como a ONU e entidades de direitos humanos.

A preocupação é que os retornados, especialmente a minoria muçulmana rohingya, enfrentem perseguição e violência ao voltarem para Mianmar, onde o conflito já causou mais de 100 mil mortos e 3,5 milhões de deslocados.

O governo malaio, por outro lado, defende a medida como solução para problemas migratórios, sociais e de segurança, afirmando que 95% dos solicitantes de asilo vêm de Mianmar.

A ONU, através do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, pediu a interrupção imediata dos retornos, questionando a voluntariedade e alertando para o risco de mais violência.

A Malásia abriga mais de 126 mil rohingyas, muitos que fugiram da perseguição militar em 2017.

Fontes

https://operamundi.uol.com.br/feed/

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