Malásia desafia ONU e inicia repatriação de mianmarenses em meio a guerra civil

Destaques
- •Malásia inicia repatriação de 5 mil mianmarenses, incluindo refugiados.
- •ONU e ONGs de direitos humanos condenam a ação, alertando para riscos de violência e perseguição.
- •Governo malaio alega necessidade de resolver questão migratória e de segurança.
A Malásia deu o pontapé inicial em um programa polêmico de repatriação de cerca de 5 mil mianmarenses, muitos deles fugindo da guerra civil e do golpe militar de 2021.
A iniciativa, que começa com a deportação de 1.500 pessoas, já está recebendo críticas pesadas de órgãos como a ONU e entidades de direitos humanos.
A preocupação é que os retornados, especialmente a minoria muçulmana rohingya, enfrentem perseguição e violência ao voltarem para Mianmar, onde o conflito já causou mais de 100 mil mortos e 3,5 milhões de deslocados.
O governo malaio, por outro lado, defende a medida como solução para problemas migratórios, sociais e de segurança, afirmando que 95% dos solicitantes de asilo vêm de Mianmar.
A ONU, através do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, pediu a interrupção imediata dos retornos, questionando a voluntariedade e alertando para o risco de mais violência.
A Malásia abriga mais de 126 mil rohingyas, muitos que fugiram da perseguição militar em 2017.


