Candidatos à Presidência: Propostas de Saúde Sob o Raio-X de Especialistas

Destaques
- •95% das propostas de saúde dos candidatos exigem mais recursos, segundo estudo.
- •Apenas 56% das propostas representam novidades, enquanto 47% carecem de detalhes de execução.
- •Desafios como apostas online, mudanças climáticas e ambiente digital são pouco abordados.
Uma análise detalhada dos planos de saúde de seis candidatos à Presidência revelou que a maioria das propostas exige mais dinheiro, com pouca clareza sobre como serão implementadas. O levantamento, feito pelo IEPS e pela Umane, avaliou 95 propostas e apontou que 95% delas demandariam recursos adicionais.
Ainda mais preocupante, 47% das propostas não detalham a execução, apresentando apenas intenções genéricas sem fontes de financiamento claras. Além disso, muitos planos tratam como novidade iniciativas já existentes, como o uso do CPF no SUS, regulamentado desde 2025.
A pesquisa também destacou que temas cruciais como os impactos das apostas online (com custo social anual de R$ 38,8 bilhões), as mudanças climáticas na rede de saúde e a regulação do ambiente digital para a saúde mental de crianças e adolescentes foram abordados de forma superficial ou ignorados pela maioria dos candidatos.
O estudo comparou as propostas de Lula, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Augusto Cury, mostrando um cenário desafiador para o futuro da saúde pública no Brasil.


