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Macadâmia: Tradição familiar e tecnologia impulsionam produção no Espírito Santo

01 de novembro de 2026
Macadâmia: Tradição familiar e tecnologia impulsionam produção no Espírito Santo

Destaques

  • •A produção de macadâmia no Norte do Espírito Santo, iniciada nos anos 1980, se consolida com a união de tradição familiar, investimento em tecnologia e diversificação de produtos.
  • •A mecanização da colheita e a criação de doces, biscoitos e gelatos a partir da noz agregam valor e reduzem custos, fortalecendo a economia local e a posição do estado como segundo maior produtor nacional.
  • •A cooperativa local, com mais de 25 anos de atuação, beneficia e comercializa cerca de 1.600 toneladas anuais, com destino a mercados nacionais e internacionais.

A macadâmia, uma noz de casca dourada, tem se consolidado como uma importante fonte de renda para famílias no município de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. A produção, que começou a ganhar força na década de 1980, une tradição familiar, investimento em tecnologia e criatividade na cozinha, transformando a noz em doces, biscoitos e gelatos, além de ser comercializada in natura e torrada.

O município concentra a maior parte da produção capixaba da noz. Uma cooperativa local recebe cerca de 1.600 toneladas por ano, que passam por beneficiamento antes de serem vendidas no Brasil e em outros países. O Espírito Santo ocupa a segunda posição entre os maiores produtores de macadâmia do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

Do cultivo à mesa: tecnologia e tradição

A produção de macadâmia em São Mateus teve início nos anos 1980, período de busca por novas alternativas agrícolas no Norte do estado. O governo estadual apoiou o processo com subsídios e distribuição de mudas. Ao longo dos anos, apesar dos desafios que levaram alguns produtores a abandonar o cultivo, a família Bonomo manteve a atividade, passando-a de geração em geração.

Ítalo Bonomo, dando sequência ao trabalho do pai, investiu em tecnologia para otimizar a colheita. Há três anos, a propriedade adquiriu máquinas que recolhem as macadâmias caídas das árvores. Essa mecanização reduziu a necessidade de mão de obra e os custos de produção, além de melhorar a qualidade do serviço. A propriedade possui cerca de 100 hectares dedicados à atividade, com 15 funcionários fixos, número que dobra durante o período de colheita.

Valor agregado e diversificação de produtos

Além da venda da noz, produtores da região encontraram formas de agregar valor à macadâmia. Na fazenda administrada por Ana Paula, a amêndoa é utilizada na fabricação de doces, biscoitos e gelatos. A ideia surgiu a partir de um doce desenvolvido por sua tia durante um curso. Ao assumir a administração da propriedade, Ana Paula decidiu expandir a produção, criando alternativas de comercialização para além da venda tradicional da noz.

O processamento permite que a amêndoa seja aproveitada em diversas receitas, como o doce, o biscoito e o gelato, que são produzidos na fazenda e comercializados para o mercado brasileiro e, potencialmente, para o mundo.

A força da cooperativa e o futuro da produção

A união dos agricultores foi fundamental para a manutenção da atividade na região. Em 1999, produtores de São Mateus criaram uma cooperativa com o objetivo de compartilhar conhecimentos, enfrentar dificuldades e organizar as etapas de beneficiamento e comercialização da macadâmia. A estrutura se tornou um ponto importante para reunir a produção local e prepará-la para o consumidor.

A cooperativa recebe aproximadamente 1.600 toneladas anuais, que após o beneficiamento podem ser comercializadas in natura ou torrada. Parte da produção é enviada para os Estados Unidos, Europa e América do Sul, enquanto outra parte abastece o mercado brasileiro. A continuidade do trabalho familiar, a mecanização e a criação de novos produtos garantem a vitalidade de uma atividade que se fortalece a cada ano.

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