Lula e a "Privatização dos Rios": Indígenas Bloqueiam Porto e Causam Tensão na Amazônia

Destaques
- •Decreto de concessão de hidrovias na Amazônia gera protestos e paralisação de porto.
- •Comunidades indígenas e aliados políticos criticam falta de consulta prévia e temem impacto ambiental e social.
- •Governo federal busca liberar operações portuárias enquanto a tensão escala na região.
O plano do governo Lula de expandir a concessão de hidrovias na Amazônia, incluindo rios como Tapajós, Madeira e Tocantins, virou um campo de batalha. Um decreto presidencial de agosto de 2025, que incluiu esses trechos no Plano Nacional de Desestatização, está sendo chamado de "decreto da privatização dos rios" por críticos.
A reação veio forte: comunidades indígenas paralisaram um importante porto da Cargill em Santarém (PA) desde o início do mês, intensificando o protesto nos últimos dias e travando operações. A mobilização ganhou apoio até de parlamentares da base aliada, que argumentam que a medida vai na contramão da luta ambiental e pode trazer consequências severas, como o escoamento de mercadorias do agronegócio predatório sem consulta prévia.
A disputa agora está nos tribunais, com decisões judiciais ordenando a liberação do terminal portuário. O governo busca reverter o bloqueio, mas a pressão indígena e política continua.
O plano é ambicioso: a hidrovia do Madeira, por exemplo, tem um capex estimado em R$ 109 milhões e capacidade para até 21 milhões de toneladas. A do Tocantins-Araguaia, ligando o Centro-Oeste ao Atlântico, visa escoar agronegócio e minérios. Já a do Tapajós, apesar da menor extensão (250 km), é vista como estratégica para cargas do agronegócio do Mato Grosso aos portos do Arco Norte. 📉




