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L'Oréal: Medicamentos para emagrecer afetam vendas de produtos de beleza

25 de outubro de 2026
L'Oréal: Medicamentos para emagrecer afetam vendas de produtos de beleza

Destaques

  • •Aumento no uso de medicamentos GLP-1 impacta o mercado de beleza, segundo a L'Oréal.
  • •Empresa desenvolve produtos para combater efeitos colaterais como flacidez da pele.
  • •L'Oréal busca capitalizar o fenômeno GLP-1 com novas linhas e investimentos em estética clínica.

O crescente uso de medicamentos para emagrecer, conhecidos como GLP-1, está impactando o mercado de beleza e cuidados com a pele, de acordo com a gigante do setor L'Oréal. O presidente-executivo da companhia, Nicolas Hieronimus, afirmou que o fenômeno é "muito importante" para a empresa e que o aumento no consumo desses medicamentos "está tendo impacto no consumo de produtos de beleza e, em particular, no consumo de produtos para cuidados com a pele".

Apesar do cenário global desafiador, o mercado de beleza tem demonstrado resiliência. A L'Oréal, dona de marcas como Maybelline e La Roche-Posay, anunciou um crescimento de 7,7% nas vendas no trimestre encerrado em setembro, superando as expectativas dos analistas.

O fenômeno GLP-1 e seus efeitos colaterais

Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, originalmente desenvolvidos para tratar diabetes, ganharam popularidade por sua eficácia na perda de peso, suprimindo o apetite. A perda rápida de peso, embora não seja um efeito direto dos GLP-1, pode levar à flacidez da pele, especialmente no rosto, em alguns usuários.

Diante dessa realidade, a L'Oréal está desenvolvendo produtos voltados especificamente para combater esses efeitos colaterais. As marcas SkinCeuticals e Kiehl's, pertencentes ao grupo, já oferecem itens "desenvolvidos para atuar em conjunto com os GLP-1 e complementar seus efeitos sobre a flacidez da pele", além de outros efeitos associados à perda rápida de peso.

Investimentos em estética clínica e pesquisa

A empresa também tem ampliado sua atuação no segmento de estética clínica. No ano passado, a L'Oréal aumentou sua participação na empresa de dermatologia Galderma para 20%. As duas companhias vêm testando produtos em ensaios clínicos com usuários de GLP-1 preocupados com a flacidez da pele.

A Galderma, proprietária de produtos estéticos como Sculptra (estimulador de colágeno) e Restylane (preenchedor dérmico), divulgou um relatório no ano passado sobre o aumento do uso de GLP-1 e as preocupações com as mudanças na aparência facial. Uma pesquisa própria da empresa indicou que a grande maioria dos usuários de medicamentos para emagrecer percebeu alterações no rosto.

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