Kalshi levanta US$ 1 bilhão e dobra avaliação para US$ 40 bilhões

Destaques
- •Plataforma de mercados de previsão Kalshi, fundada pela brasileira Luana Lopes Lara, alcança valuation de US$ 40 bilhões após nova rodada de investimentos.
- •A empresa expande sua atuação para contratos futuros perpétuos em criptomoedas, índices e metais, competindo com bolsas tradicionais.
- •Recursos serão usados para desenvolver novos produtos, atrair investidores institucionais e expandir internacionalmente, com foco na América Latina e Europa.
A plataforma americana de mercados de previsão Kalshi, fundada pela brasileira Luana Lopes Lara e por Tarek Mansour, anunciou a captação de US$ 1 bilhão em uma nova rodada de investimentos. Com isso, a empresa alcançou uma avaliação de mercado de US$ 40 bilhões, o dobro do valor registrado há cerca de cinco meses, quando valia US$ 22 bilhões.
A Kalshi permite que seus usuários apostem no resultado de eleições, eventos esportivos e decisões econômicas. A nova rodada de investimentos, liderada pelas gestoras Sequoia e Wellington, visa impulsionar o desenvolvimento de novos produtos financeiros, atrair investidores institucionais e expandir a presença internacional da startup, com especial atenção para a América Latina e a Europa.
Expansão para novos mercados financeiros
A estratégia da Kalshi de ampliar sua atuação para outros produtos financeiros a coloca em rota de colisão com bolsas tradicionais, como a CME Group e a Intercontinental Exchange, dona da Bolsa de Nova York. A empresa já deu passos nessa direção ao introduzir, neste ano, contratos futuros perpétuos.
Esses contratos permitem a negociação da expectativa de alta ou queda de ativos financeiros sem uma data fixa de vencimento. Inicialmente focados em criptomoedas, a oferta foi expandida para incluir índices de ações e metais, refletindo o crescimento acelerado da plataforma.
Crescimento expressivo e desafios regulatórios
O crescimento da Kalshi tem sido notável. O volume anualizado de negociações na plataforma já supera US$ 1 trilhão, enquanto a receita anualizada proveniente de operações fora do mercado esportivo ultrapassou US$ 1 bilhão. Esse avanço ocorre em um cenário de disputas regulatórias sobre a natureza de seus negócios.
Embora a Kalshi seja supervisionada pelo órgão regulador do mercado de derivativos americano, algumas autoridades estaduais questionam se seus contratos sobre eventos esportivos não deveriam ser classificados como apostas. Recentemente, o procurador-geral de Utah apresentou acusações criminais contra a empresa e dois executivos por suposta promoção ilegal de jogos de azar online.
Restrições no Brasil e parcerias estratégicas
No Brasil, a Kalshi enfrenta restrições desde abril, quando o governo proibiu plataformas de oferecer apostas sobre eventos políticos e esportivos. No entanto, essa medida não afeta contratos ligados a indicadores econômicos e financeiros. A empresa já atua no país nesses segmentos desde março, por meio de uma parceria com a XP.



