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Justiça homologa recuperação judicial da Tahto, subsidiária da Oi

23 de outubro de 2026
Justiça homologa recuperação judicial da Tahto, subsidiária da Oi

Destaques

  • •Justiça do Rio de Janeiro homologa plano de recuperação judicial da Tahto, subsidiária de call center da Oi.
  • •Decisão autoriza a venda da empresa como Unidade Produtiva Isolada (UPI) com preço mínimo de R$ 130 milhões.
  • •Tahto permanecerá em recuperação judicial por dois anos sob fiscalização judicial.

A Justiça do Rio de Janeiro homologou o plano de recuperação judicial da Tahto, subsidiária de call center da Oi, em decisão proferida na terça-feira, 20 de outubro de 2026. O despacho decisório foi divulgado pela Oi na noite de quinta-feira, 22 de outubro. A magistrada Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou que a Tahto permanecerá em recuperação judicial por dois anos, período durante o qual a empresa estará sujeita à fiscalização do administrador judicial. A decisão também autoriza a venda do negócio como Unidade Produtiva Isolada (UPI), com um preço mínimo estabelecido de R$ 130 milhões, como forma de viabilizar a superação da crise financeira da empresa.

Venda de ativos e regularização fiscal

A autorização para a venda da Tahto como UPI visa preservar a continuidade das atividades e possibilitar a transferência de ativos. O valor mínimo de R$ 130 milhões foi definido para o negócio. A juíza Simone Gastesi Chevrand ressaltou que essa operação é uma tentativa de superar a crise financeira e aumentar as chances de uma reestruturação adequada.

A decisão dispensou, por ora, a Tahto de apresentar certidões de regularidade fiscal pendentes. No entanto, a empresa tem o prazo de 90 dias para entregar a documentação. A ausência desses documentos pode levar à suspensão do processo de recuperação judicial ou até mesmo à sua conversão em falência.

Supervisão e próximos passos

Durante os dois anos de vigência do plano de recuperação, a Tahto continuará sob a supervisão de um administrador judicial. Este administrador deverá apresentar relatórios mensais de atividades e relatórios trimestrais de acompanhamento do cumprimento do plano. O descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano durante este biênio de supervisão acarretará a conversão da recuperação judicial em falência.

A homologação do plano, aprovado pelos credores em assembleia em 29 de setembro de 2026, representa um passo importante para a reestruturação da empresa. A Oi, que teve sua recuperação judicial convertida em falência em novembro de 2025, busca com a recuperação de suas subsidiárias melhorar sua situação financeira.

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