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Juiz dos EUA rejeita ação de Trump contra Wall Street Journal

01 de novembro de 2026
Juiz dos EUA rejeita ação de Trump contra Wall Street Journal

Destaques

  • •Donald Trump teve sua ação de US$ 10 bilhões contra o Wall Street Journal negada pela Justiça americana.
  • •O juiz considerou que Trump não provou que o jornal agiu com dolo efetivo ao publicar reportagem sobre suas ligações com Jeffrey Epstein.
  • •A decisão impede que o presidente americano apresente a mesma ação novamente.

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou definitivamente neste sábado, 31, a ação de US$ 10 bilhões movida pelo presidente norte-americano, Donald Trump, contra o jornal Wall Street Journal e o magnata da mídia Rupert Murdoch. A ação judicial se baseava em uma reportagem que investigava as ligações de Trump com o financista americano Jeffrey Epstein, denunciado por crimes sexuais.

O juiz Darrin Gayles, de Miami, concluiu que Trump não conseguiu demonstrar que os réus fizeram declarações difamatórias com dolo efetivo, um requisito legal nos Estados Unidos para provar difamação. A decisão extinguiu o processo de forma definitiva, impedindo que a mesma ação seja apresentada novamente.

A reportagem investigativa

A reportagem do Wall Street Journal, publicada no ano passado, detalhava uma carta com conteúdo sexualmente sugestivo, que supostamente continha o nome de Trump. A carta teria sido acompanhada do desenho de uma silhueta de mulher e faria parte de um álbum organizado para o aniversário de 50 anos de Epstein, em 2003.

Donald Trump negou veementemente ter escrito a mensagem, classificando a publicação como “falsa, maliciosa e difamatória”.

Argumentos do juiz e do jornal

O magistrado Darrin Gayles afirmou que Trump estava “se agarrando a qualquer argumento” e que a ação tentava “fabricar” falhas na reportagem investigativa do jornal. Ele já havia rejeitado a ação em abril, mas permitiu que Trump apresentasse uma versão reformulada da queixa em maio.

Na decisão deste sábado, o juiz destacou que as alegações de intenção maliciosa feitas por Trump eram vagas e, por vezes, “inconsistentes e insuficientes” para comprovar que o jornal publicou informações sabendo serem falsas ou com desprezo pela verdade. O juiz observou ainda que a reportagem do Wall Street Journal não ignorou a negativa de Trump, mas informou aos leitores que o presidente contestava a autenticidade da carta e negava sua autoria.

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