Juiz confunde deformidade facial com risada e acusa testemunha de falso testemunho

Destaques
- •Juiz acusa testemunha de estar rindo em audiência, mas ela tem deformidade facial que impede fechamento da boca.
- •Testemunha, empregada doméstica de 61 anos, depôs sobre interdição de bens de idosa e lucidez antes do diagnóstico de Alzheimer.
- •Advogados da testemunha pedem suspeição do juiz, alegando animosidade e desumanidade.
Que situação chata! Um juiz em São Paulo, Cristiano Cesar Ceolin, confundiu uma deformidade facial de uma testemunha com risada durante uma audiência por videoconferência. Ele chegou a repreender a senhora, acusando-a de achar graça.
A testemunha, Fátima Francisca do Rosário, de 61 anos, tem uma condição chamada biprotrusão maxilar, que impede o fechamento completo da boca, dando a impressão de um sorriso constante. Ela estava depoendo em um caso de interdição de bens de uma idosa.
O juiz, sem saber da condição, chegou a pedir a instauração de inquérito por falso testemunho.
Agora, os advogados de Fátima pedem a suspeição do magistrado, alegando que a atitude dele foi desumana e que ele demonstrou animosidade e falta de imparcialidade. O Ministério Público já havia recomendado o arquivamento do inquérito contra a testemunha. 🏛️




