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Itaú Unibanco lucra R$ 12,6 bilhões no 3º trimestre, alta de 6,7%

04 de novembro de 2026
Itaú Unibanco lucra R$ 12,6 bilhões no 3º trimestre, alta de 6,7%

Destaques

  • •Itaú Unibanco anuncia lucro líquido recorrente de R$ 12,6 bilhões no 3º trimestre de 2026, com crescimento anual de 6,7%.
  • •Rentabilidade do banco (ROAE de 23,6%) se mantém elevada, superando concorrentes como Santander e Bradesco, apesar de leve alta na inadimplência.
  • •Carteira de crédito expandiu 10,9% em um ano, impulsionada por crédito imobiliário, consignado e PMEs, enquanto provisões para perdas com crédito aumentaram 9,6%.

O Itaú Unibanco divulgou nesta terça-feira (03) seus resultados do 3º trimestre de 2026, registrando um lucro líquido recorrente de R$ 12,6 bilhões. O valor representa uma alta de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e mantém a rentabilidade do maior banco privado do país em um patamar elevado, com Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROAE) de 23,6%, um avanço de 0,3 ponto percentual anual.

Os números ficaram próximos às expectativas do mercado, que projetava um lucro médio de R$ 12,584 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg. O desempenho do Itaú se destaca em uma temporada de balanços marcada por resultados mais fracos de concorrentes. O Santander encerrou o período com ROE de 11,9%, e o Bradesco, com 16,1%, ambos significativamente abaixo da rentabilidade do Itaú.

Crescimento e Inadimplência em Foco

A carteira de crédito ampliada do Itaú apresentou expansão de 10,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025, alcançando R$ 1,54 trilhão. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo crédito imobiliário, pelo consignado e por empréstimos para Pequenas e Médias Empresas (PMEs), especialmente através de linhas ligadas a programas governamentais.

No entanto, o crescimento veio acompanhado de uma leve piora nos indicadores de inadimplência. Os créditos com atraso superior a 90 dias (NPL) avançaram 0,1 ponto percentual tanto na comparação anual quanto na trimestral, totalizando 2% em setembro. Essa elevação, embora moderada, atrai atenção em um momento de preocupação do mercado com a qualidade das carteiras de crédito do setor bancário.

Provisões e Margens Financeiras

Em resposta à possível deterioração da qualidade do crédito, as provisões para perdas com crédito (PDD) cresceram 9,6% em relação ao ano anterior, somando R$ 10,7 bilhões. O custo do crédito também aumentou, registrando alta de 10,2% anualmente e 2,7% trimestralmente, chegando a R$ 10,4 bilhões.

A margem financeira total do banco atingiu R$ 34,6 bilhões, um avanço de 7,8% sobre um ano antes. A margem financeira com clientes cresceu 6,9% anualmente, para R$ 33,3 bilhões. Já a margem financeira com o mercado apresentou um salto expressivo de 46,9% na comparação anual e 42,3% trimestral, totalizando R$ 1,3 bilhão.

Estratégia e Próximos Passos

O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, destacou a consistência dos resultados como reflexo de uma estratégia de longo prazo, baseada em disciplina na gestão, concessão responsável de crédito e qualidade da carteira. Ele também ressaltou os investimentos contínuos em tecnologia e inteligência artificial para aprimorar o atendimento aos clientes.

O banco atribuiu o bom desempenho da margem financeira, além do maior volume de crédito, ao maior número de dias no período e à receita de operações estruturadas no atacado. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo mix de produtos e pela compressão dos spreads de ativos, atenuada pelo maior volume na margem de passivos.

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