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Itaú Unibanco (ITUB4) ensaia recuperação após tombo de 19,9% com balanço do 3º tri

05 de novembro de 2026
Itaú Unibanco (ITUB4) ensaia recuperação após tombo de 19,9% com balanço do 3º tri

Destaques

  • •Ações do Itaú Unibanco (ITUB4) avançam 3,17% após divulgação de balanço do terceiro trimestre, buscando recuperação após forte queda.
  • •O banco apresentou crescimento saudável da carteira de crédito, geração de capital e manutenção da qualidade dos ativos no trimestre.
  • •A análise técnica indica espaço para um repique, mas a recuperação ainda enfrenta obstáculos nas médias móveis e resistências de preço.

As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) apresentaram uma recuperação nesta quarta-feira (4), avançando 3,17% e atingindo R$ 39,71. Este movimento ocorre após uma forte queda de aproximadamente 19,9% registrada na semana anterior, em meio à turbulência do mercado após o segundo turno das eleições. A alta desta quarta foi impulsionada pela divulgação do balanço do terceiro trimestre do banco.

A recuperação busca interromper a pressão vendedora que levou a ação a acumular uma queda de 12,59% em outubro, após ter renovado sua máxima histórica de R$ 50,83 no início do mesmo mês. Apesar da correção recente, o Itaú ainda acumula uma valorização de 13,13% em 2026. A questão agora é se a recuperação terá força para superar as resistências e recolocar os R$ 45 no radar.

Análise técnica aponta para repique, mas com cautela

No gráfico diário, o ITUB4 reagiu após atingir a mínima recente de R$ 38,11, onde formou um candle de indecisão. A alta da última sessão sugere a formação de um fundo de curto prazo, embora o papel ainda negocie abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O afastamento dessas referências, aliado ao Índice de Força Relativa (IFR) em 34,12, próximo da sobrevenda, favorece um possível repique técnico.

Para ganhar força, o ativo precisa superar R$ 39,90, abrindo caminho para R$ 42,03, seguido pela média móvel de 200 períodos (R$ 42,60) e pela resistência em R$ 43,17. Acima dessa faixa, os próximos alvos estão em R$ 45,25 e R$ 47,51, com objetivo mais distante na máxima histórica de R$ 50,83. O aumento do volume comprador daria maior sustentação à recuperação.

No cenário de baixa, a perda de R$ 38,11, seguida pelo rompimento de R$ 37,31, enfraqueceria a reação e poderia ampliar a pressão vendedora. Nesse cenário, os suportes seguintes estão em R$ 35,62 e R$ 33,35.

Médias móveis ainda limitam a recuperação no médio prazo

No gráfico semanal, a recente correção interrompeu a trajetória de valorização do ITUB4. Mesmo com a tentativa de recuperação, o ativo permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, em R$ 43,18 e R$ 42,47, respectivamente. A média de 200 períodos está em R$ 29,31.

O IFR (14) marca 44,88, em região neutra. A distância em relação às médias mais curtas abre espaço para uma aproximação dessas referências, mas a estrutura de médio prazo ainda recomenda cautela. A primeira barreira está na máxima semanal de R$ 39,90. Caso seja superada, o papel poderá buscar as médias em R$ 42,47 e R$ 43,18, faixa importante para avaliar a consistência do movimento comprador.

No cenário de baixa, o rompimento do suporte em R$ 37,31 abriria espaço para recuos até R$ 35,62 e R$ 33,35. Abaixo desses patamares, as próximas referências estão em R$ 30,49 e na média móvel de 200 períodos, em R$ 29,31.

Destaques do balanço do 3º trimestre

Entre os principais destaques do trimestre estiveram o crescimento saudável da carteira de crédito, a geração de capital e, principalmente, a manutenção da qualidade dos ativos do Itaú Unibanco.

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