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Israel: Eleições legislativas definem futuro do Knesset e governo Netanyahu

26 de outubro de 2026
Israel: Eleições legislativas definem futuro do Knesset e governo Netanyahu

Destaques

  • •Israel realiza eleições legislativas nesta terça-feira (27/10) com 34 partidos disputando 120 cadeiras no Knesset.
  • •Pesquisas indicam que o partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, pode superar o Likud de Benjamin Netanyahu, mas a formação de coalizão é incerta.
  • •O resultado definirá a liderança do país em um momento crítico, com debates sobre a guerra em Gaza e a política interna.

Israel se dirige às urnas nesta terça-feira (27/10) para eleições legislativas que decidirão a composição do Knesset, o parlamento do país. Com 34 partidos concorrendo a 120 cadeiras, o pleito é crucial para definir o futuro político de Israel em um contexto de guerra e instabilidade. As pesquisas eleitorais apontam para uma disputa acirrada, com o partido Yashar, liderado pelo ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, apresentando-se como um forte opositor ao atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu partido, o Likud.

Disputa pela liderança e composição do Knesset

As projeções recentes indicam que o Yashar pode conquistar entre 20 e 23 assentos no Knesset, superando o Likud. Gadi Eisenkot, aos 66 anos, filho de imigrantes marroquinos, também lidera as pesquisas como o candidato mais indicado para o cargo de primeiro-ministro. Uma eventual vitória sua representaria a ascensão do primeiro premiê mizrahi no país. No entanto, as pesquisas também sinalizam um cenário de dificuldade para a formação de coalizões, com a possibilidade de que nem os apoiadores de Netanyahu nem seus oponentes consigam atingir a maioria necessária de 61 cadeiras para governar com facilidade.

Propostas e visões de Gadi Eisenkot

Gadi Eisenkot tem apresentado uma plataforma que contrasta com a do atual governo. Ele promete a criação de uma comissão estatal de inquérito para investigar as falhas ocorridas em 7 de outubro, um ponto que Netanyahu tem resistido. Eisenkot também defende o serviço militar ou nacional obrigatório para todos os cidadãos, o que desafia as isenções concedidas a judeus ultraortodoxos, que eram cruciais para a coalizão anterior. Apesar de ser considerado um linha-dura, com apoio às operações militares em Gaza, Líbano e Irã, ele se opõe à anexação formal e aos assentamentos ilegais, classificando a construção na área E1 da Cisjordânia como um "erro" devido ao custo internacional. Eisenkot também se comprometeu a reprimir a violência dos colonos e o "terrorismo judaico", criticando o governo por limitar a atuação das forças de segurança.

Críticas a Netanyahu e o cenário pós-eleitoral

Em declarações recentes, Gadi Eisenkot alertou que Benjamin Netanyahu "não vai parar por nada para se manter no poder", chegando a usar "medidas extremas" e "mentiras". Eisenkot argumenta que "enquanto Netanyahu estiver no cargo, o Hamas permanecerá no poder". A incerteza sobre a formação de um governo estável paira sobre o país, especialmente considerando a complexidade de alianças políticas, incluindo a possível participação de partidos árabes, que enfrentam boicotes de algumas legendas. O desfecho destas eleições definirá não apenas a liderança política, mas também a direção das políticas internas e externas de Israel em um período de alta tensão.

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