Israel: Comissão Eleitoral barra partidos árabes e candidatos da disputa

Destaques
- •Comitê Central de Eleições de Israel vota pela desqualificação de partidos e candidatos árabes.
- •Decisões podem ser revistas pelo Supremo Tribunal, que analisa o caso na próxima semana.
- •Ação levanta debates sobre democracia e direitos políticos em Israel.
A política israelense pegou fogo! O Comitê Central de Eleições (CEC) decidiu barrar a participação de partidos e candidatos árabes nas próximas eleições. A lista conjunta (Balad, Hadash, Ta’al) e o partido Ra’am, além do deputado Ofer Cassif, foram alvos de petições que alegam rejeição à existência de Israel como Estado judeu e apoio a grupos como o Hamas.
A decisão, que ainda precisa passar pelo crivo do Supremo Tribunal, gerou forte reação. Partidos como o Hadash denunciaram a medida como um "desrespeito flagrante às regras democráticas" e acusaram a "direita fascista" de perseguição política.
A polêmica se estende a outros candidatos, como Sami Abu Shehadeh, presidente do Balad, e o próprio partido Ra’am, de Mansour Abbas. A justificativa para as desqualificações, apresentada por partidos como o Likud do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o Otzma Yehudit de Itamar Ben Gvir, baseia-se em declarações e ações que supostamente violam a Lei Básica de Israel. Grupos de direitos humanos, como o Adalah, já anunciaram que vão recorrer ao Supremo Tribunal, classificando o processo como "arbitrário, incitador e racista".
O Supremo Tribunal, que já reverteu decisões semelhantes no passado, terá a palavra final sobre o destino desses partidos e candidatos, em um caso que pode definir os rumos da democracia e da representatividade em Israel. ⚖️



