Irmãos separados ao nascer se reencontram após décadas com ajuda de teste de DNA

Destaques
- •David McBride e Helen Ward foram abandonados ainda bebês e criados por famílias adotivas.
- •Um teste de DNA revelou a ligação entre os irmãos, que se reencontraram e descobriram ter um terceiro irmão.
- •A busca pelos pais biológicos revelou um relacionamento complexo e tabus sociais da época.
David McBride e Helen Ward, irmãos biológicos que foram abandonados ainda bebês e separados ao nascer, conseguiram se reencontrar após décadas graças a um teste de DNA. Ambos foram criados por famílias adotivas e, ao longo de suas vidas, buscaram informações sobre suas origens, encontrando poucas respostas até a descoberta que os uniu.
McBride descobriu que era adotado ainda jovem, mas a certidão de nascimento trazia poucas informações sobre seus pais biológicos. Ele foi encontrado dentro de uma sacola, vestido de azul, no banco de um carro. Sua irmã, Helen Ward, teve uma história semelhante: foi encontrada dentro de uma sacola verde em uma cabine telefônica, sete anos depois de McBride e em um local diferente.
A busca por respostas e a descoberta inesperada
A busca de McBride por sua família começou com a ajuda de seu pai adotivo, examinando recortes de jornais da época em que foi encontrado. O caso chamou a atenção na Irlanda do Norte, onde o abandono de crianças era incomum. Ele imaginava que sua mãe fosse jovem e assustada, mas as décadas passaram sem que ele encontrasse respostas, mesmo após participar de um programa de TV.
Incentivado pela irmã, McBride decidiu fazer um teste de DNA. O resultado revelou a existência de uma irmã biológica, Helen Ward. Para a surpresa de ambos, Helen também havia sido abandonada e estava em busca de sua mãe biológica. Ela foi encontrada com uma mamadeira quente e bem vestida, indicando que recebeu cuidados antes de ser deixada.
O reencontro e a revelação de um terceiro irmão
O reencontro entre McBride e Ward foi descrito como avassalador. As semelhanças físicas eram impressionantes, e a conexão entre eles foi imediata. A descoberta de que não eram gêmeos, mas irmãos nascidos com sete anos de diferença, e encontrados em lados opostos da fronteira irlandesa, adicionou uma camada de surpresa à sua história.
A busca pelos pais biológicos continuou após o reencontro. Descobriram que a mãe havia falecido aos 90 anos e o pai anos antes. Conseguiram reconstruir parte da história: a mãe era do interior, o pai, um maestro de Dublin. Eles tiveram um relacionamento que durou mais de 40 anos, mas era complicado, pois o pai era casado e havia diferenças religiosas entre eles (ele protestante, ela católica), em uma Irlanda socialmente conservadora.
Uma nova surpresa surgiu quando Ward lembrou de uma história sobre um bebê encontrado em uma cabine telefônica em 1965, com detalhes que batiam com a sua própria história e a de David. Uma jovem australiana, ao assistir a um programa sobre a busca dos irmãos, percebeu semelhanças com a história de seu pai irlandês, John. Descobriram que ele era o terceiro irmão biológico.
O legado e as perguntas sem resposta
O reencontro dos três irmãos foi descrito como surreal. Apesar de ainda existirem perguntas sem resposta sobre as decisões dos pais, Helen e David afirmam que não julgam a mãe. Helen especula que a mãe deve ter tido dificuldades imensas para abandonar os filhos. David lembra de um vídeo da mãe idosa, agarrada a uma boneca, sugerindo um possível apego tardio aos filhos perdidos.



