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Intel: Receita cresce 21%, mas lucro cai 18% em meio a crise de chips

30 de outubro de 2026
Intel: Receita cresce 21%, mas lucro cai 18% em meio a crise de chips

Destaques

  • •Intel reporta receita de US$ 16,5 bilhões no 3º trimestre, alta de 21% impulsionada pelo setor de data center.
  • •Lucro líquido cai 18% para US$ 3,3 bilhões, e projeção de receita para o fim do ano fica abaixo das expectativas.
  • •Empresa prevê continuidade da turbulência no mercado de PCs até meados de 2027, mas aposta em alta demanda por chips de IA.

A Intel divulgou nesta quinta-feira (29) seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, registrando um aumento de 21% na receita, que atingiu US$ 16,5 bilhões. No entanto, o lucro líquido apresentou uma queda de 18%, somando US$ 3,3 bilhões. A companhia também ajustou sua projeção de receita para o último trimestre do ano para US$ 16 bilhões, abaixo das expectativas do mercado.

Apesar dos números mistos, a Intel reforçou sua confiança nas oportunidades de crescimento de longo prazo, impulsionada pela robusta demanda por seus processadores, especialmente para infraestrutura de inteligência artificial (IA). A empresa planeja priorizar cada vez mais este mercado, sem abandonar os processadores tradicionais, seguindo um modelo semelhante ao da rival Nvidia.

Crescimento impulsionado por Data Center

O segmento de Data Center e Inteligência Artificial (DCAI) foi o grande destaque, com faturamento de US$ 7,3 bilhões, um crescimento expressivo de 78% em relação ao mesmo período do ano anterior. O diretor-presidente da Intel, Lip-Bu Tan, destacou que este foi o maior crescimento de receita de data center em 15 anos para a companhia.

Em contrapartida, o segmento de computação para clientes (Client Computing Group - CCPG), que engloba os PCs, registrou uma queda de 5% na receita, totalizando US$ 8,1 bilhões. A divisão de foundry, responsável pela fabricação de chips, avançou 58%, alcançando US$ 6,7 bilhões.

Perspectivas e desafios para o mercado de PCs

O diretor financeiro da Intel, David Zinsner, alertou que a desaceleração no mercado de computadores pessoais deve persistir pelo menos até o primeiro semestre de 2027. Essa turbulência é atribuída à continuidade da crise envolvendo chips de memória, que tem levado a uma queda de até 20% nas vendas de PCs e à diminuição da oferta de dispositivos de entrada ou baixo custo devido às margens de lucro menores.

Outras gigantes do setor de chips de memória, como SK Hynix e Samsung, projetam que o desequilíbrio de oferta e demanda desses componentes possa se estender até 2030 e 2028, respectivamente. A Micron, por sua vez, é ainda mais pessimista, acreditando que o cenário atual ainda vai piorar.

Movimentações estratégicas e investimentos

Para mitigar os efeitos da crise e sustentar o crescimento futuro, a Intel concluiu uma oferta pública de ações de US$ 23 bilhões. A empresa também anunciou planos de aquisição da Classiq, especializada em software para computação quântica, visando criar uma plataforma completa nessa área.

Outras iniciativas incluem a colaboração com a Oracle para expandir a computação baseada em processadores Xeon na infraestrutura de nuvem da parceira, e a nomeação de Dean Jarnac como vice-presidente executivo e diretor de vendas global.

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