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Influenciador critica voto feminino; Brasil tem sufrágio desde 1932

22 de outubro de 2026
Influenciador critica voto feminino; Brasil tem sufrágio desde 1932

Destaques

  • •Declaração de influenciador sobre mulheres "votarem mal" reacende debate sobre sufrágio feminino.
  • •Brasil concedeu o direito ao voto feminino em 1932, após décadas de luta de movimentos feministas.
  • •A discussão sobre a capacidade de voto das mulheres e a importância da participação feminina na política continua.

Um recente comentário de um influenciador digital, que afirmou que as mulheres "votam, estaticamente, muito mal", reacendeu o debate sobre o sufrágio feminino no Brasil e no mundo. A declaração, feita em junho, gerou reações e críticas, especialmente de parlamentares e lideranças feministas, que a consideram um retrocesso e um ataque à cidadania feminina. O influenciador, ligado à família Bolsonaro, reiterou sua posição, apesar das críticas, inclusive de figuras políticas. A polêmica evidencia a persistência de discursos que questionam a participação das mulheres na política, mesmo após mais de um século de conquistas nesse sentido.

A conquista do voto feminino no Brasil

A luta pelo direito ao voto feminino no Brasil foi longa e árdua, com marcos importantes no final do século XIX e início do século XX. Movimentos feministas, liderados por figuras como Bertha Lutz e Leolinda Daltro, foram fundamentais para essa conquista. Em 1927, o Rio Grande do Norte foi pioneiro ao permitir o voto feminino em eleições estaduais, com a eleição de Alzira Teixeira Soriano como a primeira prefeita do país. O marco oficial da garantia do voto feminino em âmbito nacional ocorreu em 24 de fevereiro de 1932, com o Decreto 21.076, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral. Inicialmente facultativo, o voto feminino tornou-se obrigatório em 1965.

O cenário internacional e a persistência do debate

A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o sufrágio feminino em 1893, liderada pela ativista Kate Sheppard. Outros países seguiram o exemplo ao longo do século XX, com a Arábia Saudita sendo um dos últimos a permitir o voto feminino em eleições locais em 2015. No entanto, em algumas regiões, como no Afeganistão, o voto feminino foi proibido após o retorno do Talibã ao poder em 2021. A declaração do influenciador brasileiro se insere em um contexto global de debates sobre a participação política das mulheres, com setores conservadores questionando a autonomia e a capacidade de decisão feminina.

Repercussões e próximos passos

As declarações sobre o voto feminino geraram forte reação de parlamentares e movimentos feministas, que veem nesses discursos uma tentativa de limitar a participação das mulheres na política e reforçar papéis tradicionais de gênero. A Lei nº 14.192/2021 busca prevenir e combater a violência política contra a mulher, demonstrando a importância de garantir a igualdade de representação e o pleno exercício dos direitos políticos femininos. A discussão sobre a representatividade e a igualdade de gênero na política segue como um tema relevante para o avanço democrático.

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