Índios ocupam porto da Cargill e travam hidrovias contra plano de Lula

Destaques
- •Indígenas ocupam terminal da Cargill em Santarém, Pará.
- •Protesto é contra inclusão de hidrovias no Programa Nacional de Desestatização (PND).
- •Ação visa impedir privatização e uso intensivo dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins.
A Cargill virou alvo de protesto! Indígenas ocuparam um escritório de terminal da multinacional em Santarém, no Pará, na madrugada de sábado. A ação é um grito contra o Decreto nº 12.600, que inclui hidrovias importantes como a do Rio Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).
Enquanto isso, em São Paulo, ambientalistas também se manifestaram em frente ao escritório central da empresa. A Cargill classificou os atos como "violentos" e disse que já tinha ordem judicial para desocupação da área em Santarém.
A revolta indígena se dá pela preocupação com a qualidade da água, pesca, soberania alimentar e a integridade da floresta, caso o decreto avance. Eles exigem consulta prévia, livre e informada antes de qualquer decisão sobre os rios.
O governo federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou estar acompanhando a mobilização e reiterou o compromisso com a consulta às comunidades. Um grupo de trabalho interministerial está sendo articulado para discutir os impactos dos empreendimentos.
Vale lembrar que o governo já havia suspendido a dragagem do Rio Tapajós no início do mês, como um gesto de negociação. O impasse mostra a tensão entre o avanço de projetos de infraestrutura e a defesa dos direitos e territórios indígenas. 📉




