Imposto do Pecado: Importadores se preparam para alta de custos em 2027

Destaques
- •O Imposto Seletivo (IS), apelidado de "imposto do pecado", pode impactar significativamente os custos de importadores a partir de 2027.
- •A definição das alíquotas ainda é incerta, gerando preocupação em setores como bebidas, fumo e automotivo.
- •Empresas precisarão reavaliar preços, estoques e contratos logísticos para se adaptar à nova tributação.
A reforma tributária brasileira trará um novo desafio para o bolso de quem importa produtos. A partir de 2027, o chamado "imposto do pecado", ou Imposto Seletivo (IS), promete encarecer bens como bebidas alcoólicas, açucaradas e produtos de tabaco, tanto nacionais quanto importados.
Ainda com alíquotas indefinidas, a novidade força importadores a planejar com antecedência. Especialistas alertam que será preciso recalcular o custo total da mercadoria, desde a negociação com fornecedores até a logística, para definir o preço final de venda.
A consequência direta é a pressão sobre o caixa das empresas. A necessidade de mais capital de giro para manter o mesmo volume de compras ou a decisão de reduzir pedidos podem alterar contratos logísticos e a gestão de estoques.
O repasse integral ao consumidor final pode não ser uma opção, dada a concorrência e os limites de preço do mercado. Assim, importadores e revendedores podem ter que absorver parte do aumento, impactando suas margens de lucro.


