Eleições 2026: Lula quer aprofundar laços com Brics; Flávio cogita saída

Destaques
- •Lula defende o Brics como 'espaço dos interesses da humanidade' e cogita o bloco substituindo o G20.
- •Flávio Bolsonaro expressou o desejo de reavaliar a permanência do Brasil no Brics, citando o bloco como 'ideológico'.
- •A próxima cúpula do Brics em 2027 poderá refletir a nova orientação diplomática do Brasil, dependendo do resultado eleitoral.
A relação do Brasil com o Brics surge como um ponto de divergência claro entre os presidenciáveis Lula e Flávio Bolsonaro. Enquanto o atual presidente defende o aprofundamento da parceria com o grupo, visto como um aliado comercial e geopolítico, seu oponente cogita a saída do país.
Lula vê o Brics como um "espaço dos interesses da humanidade" e já participou de cúpulas anteriores, além de apoiar a desdolarização das transações entre os membros. O bloco, que hoje inclui Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã, representou US$ 95 bilhões em exportações brasileiras de janeiro a setembro de 2026.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro, que não menciona o Brics em seu plano de governo, declarou em entrevista que pretende reavaliar a permanência do Brasil no bloco, considerando-o "muito ideológico" e usado para "provocar os Estados Unidos". A decisão de sair de um bloco, como a Argentina fez recentemente, é uma possibilidade.
A próxima cúpula do Brics, em 2027, pode ser um reflexo da nova orientação diplomática brasileira. A posição do Brasil no cenário internacional, especialmente em relação a blocos como o Brics, será definida nas urnas.


