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Ibovespa cai 1,15% com aversão a risco e cautela eleitoral; dólar sobe

22 de outubro de 2026
Ibovespa cai 1,15% com aversão a risco e cautela eleitoral; dólar sobe

Destaques

  • •O Ibovespa fechou em queda de 1,15% nesta quinta-feira, influenciado pela aversão global a ativos de risco e pela expectativa em relação ao segundo turno das eleições presidenciais no Brasil.
  • •A alta do petróleo, impulsionada por novas tensões no Oriente Médio, e a divulgação de pesquisas eleitorais também estiveram no radar dos investidores.
  • •O mercado aguarda a divulgação de novas pesquisas eleitorais e o resultado do segundo turno para definir os próximos passos.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou em queda de 1,15% nesta quinta-feira, atingindo 204.120,21 pontos. A sessão foi marcada pela aversão global a ativos de risco e pela cautela dos investidores diante do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, que ocorre no domingo.

A alta do petróleo, com o Brent atingindo a máxima em cinco meses a US$ 113,17 por barril, também esteve no radar. Os preços foram impulsionados por novas tensões no Oriente Médio, com ataques dos houthis na Arábia Saudita e preocupações com a segurança da infraestrutura e rotas de navegação na região. A Saudi Aramco orientou funcionários a evacuarem sua sede em Dhahran, segundo a Reuters.

Tensão eleitoral e exterior pesam na bolsa

A combinação de incertezas eleitorais domésticas e um cenário externo desfavorável contribuiu para a queda do Ibovespa. Investidores aguardavam a divulgação de novas pesquisas eleitorais, como a do Datafolha, para avaliar o cenário político.

A ausência de propostas claras sobre o controle das contas públicas para 2027 foi apontada como um ponto de atenção por especialistas. O mercado, em geral, demonstrava uma postura mais cautelosa em relação ao futuro fiscal do país, independentemente do resultado eleitoral.

Dólar avança em meio à aversão a risco

O dólar à vista subiu 0,22%, fechando a R$ 5,0384, refletindo a aversão ao risco no exterior e a expectativa com o cenário eleitoral brasileiro. A moeda operou em alta durante a maior parte do pregão.

A volatilidade no câmbio também foi influenciada pelas pesquisas eleitorais, com o mercado precificando majoritariamente a vitória de um dos candidatos, embora a diferença entre eles estivesse apertada. A expectativa de maior controle das contas públicas associada a um dos candidatos, mesmo sem propostas concretas, também moldou as expectativas.

Desempenho de setores e empresas

Ações de empresas ligadas a commodities apresentaram desempenho misto. A Vale caiu 3,97%, acompanhando a fraqueza das mineradoras no exterior, enquanto o contrato futuro de minério de ferro recuou. Petrobras PN avançou 0,14%, apesar da alta do petróleo.

No setor bancário, Bradesco PN recuou 2,08% antes da divulgação de seu balanço do terceiro trimestre, com estimativas apontando lucro líquido de R$ 7,1 bilhões. Outros grandes bancos também registraram perdas.

Por outro lado, Bradesco Saúde subiu 4,22% após anunciar lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre e a distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos intercalares.

A MBRF caiu 2,71% após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus da empresa, embora a companhia tenha afirmado que os impactos não serão materiais.

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