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IBGE divulga novo mapa do relevo brasileiro com montanhas como categoria oficial

30 de outubro de 2026
IBGE divulga novo mapa do relevo brasileiro com montanhas como categoria oficial

Destaques

  • •O IBGE lançou um novo mapa do relevo brasileiro, que reconhece oficialmente as montanhas como uma categoria distinta.
  • •A nova classificação divide o território em cinco tipos principais: montanhas, planaltos, superfícies rebaixadas, tabuleiros e planícies, com as Superfícies Rebaixadas ocupando a maior área (47,9%).
  • •O mapa visa auxiliar em pesquisas, planejamento territorial e ambiental, e atividades educacionais, com a classificação ainda em desenvolvimento e aberta a contribuições científicas.

O IBGE divulgou na última quinta-feira (29) um novo mapa do relevo brasileiro, resultado de um trabalho que reuniu cerca de 70 especialistas. A principal novidade é o reconhecimento oficial das montanhas como uma categoria própria na classificação nacional, que agora divide o território em cinco grandes tipos: montanhas, planaltos, superfícies rebaixadas, tabuleiros e planícies.

O levantamento aponta que as Superfícies Rebaixadas são a categoria mais extensa, cobrindo 47,9% do país, seguidas pelos planaltos com 37,6%. As planícies representam 8,4%, os tabuleiros 2,3% e as montanhas, que agora ganham destaque, ocupam 1,9% da área nacional.

Distribuição regional do relevo

A distribuição dessas formações varia significativamente entre as regiões. O Norte e o Nordeste predominam as áreas mais baixas (64,2% e 61,7%, respectivamente), com extensas áreas de tabuleiros. Já o Centro-Oeste tem 63% de sua área composta por planaltos, e o Sul apresenta a maior proporção de planaltos, com 77,8%.

O Sudeste se destaca pela extensão contínua de montanhas, que cobrem 10,7% de seu território. A presença do Pantanal contribui para a maior participação das planícies na região Centro-Oeste, com 13,5%.

Montanhas e a nova nomenclatura

As montanhas foram identificadas em 20 das 27 unidades da Federação. Minas Gerais concentra a maior parte dessas áreas mapeadas (37,3%), seguido pela Bahia (15,8%), Rio de Janeiro (9%) e São Paulo (8,7%).

Outra mudança importante é a substituição do termo “Depressões” por “Superfícies Rebaixadas”. A alteração visa evitar confusão com outros significados da palavra depressão e esclarece que o termo se refere a áreas em posições mais baixas em relação ao relevo circundante.

Impacto e próximos passos

O novo mapa, elaborado em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a União da Geomorfologia Brasileira (UGB) e pesquisadores universitários, tem o objetivo de orientar pesquisas, planejamento territorial e ambiental, além de atividades educacionais. O material também pode servir de base para estudos mais aprofundados sobre o relevo brasileiro.

A classificação ainda está em fase de desenvolvimento, com especialistas discutindo os próximos níveis de detalhamento. O IBGE incentiva a comunidade científica a contribuir com o resultado apresentado. O mapa e a nota metodológica estão disponíveis para download no Portal do IBGE.

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