IA no SUS: Promessa de campanha ou realidade em 2026?
Destaques
- •Candidatos de direita, esquerda e centro propõem uso de IA para otimizar o SUS.
- •IA pode agilizar triagem, diagnósticos e agendamentos, mas enfrenta desafios com dados e infraestrutura.
- •Especialistas alertam para riscos de falsos negativos e a necessidade de dados brasileiros para algoritmos.
A inteligência artificial apareceu com força nas propostas para as eleições de 2026, unindo diferentes espectros políticos. A ideia é usar a tecnologia para turbinar o Sistema Único de Saúde (SUS), prometendo revolucionar desde a triagem de pacientes até o auxílio em diagnósticos.
A proposta central é substituir a fila tradicional por uma triagem algorítmica, que priorizaria casos mais graves. Candidatos como Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva mencionam o uso de IA para agilizar agendamentos, diagnósticos e até para identificar quem tem maior risco de adoecer.
No entanto, a implementação esbarra em desafios significativos. Especialistas como Wagner Meira Jr., da UFMG, alertam que a capacidade de atendimento e a qualidade dos dados do SUS são gargalos. Ele ressalta que um algoritmo mal treinado pode gerar falsos negativos, com consequências graves.
A comparação com o modelo de El Salvador (DoctorSV) também levanta questões sobre a escalabilidade e a soberania dos dados. A recomendação é focar em aplicações mais específicas e desenvolver algoritmos com dados brasileiros, garantindo a segurança e a eficácia do sistema. 💰

