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Herdeiros de Elvis Presley processam Anthropic por uso indevido de músicas em IA

26 de outubro de 2026
Herdeiros de Elvis Presley processam Anthropic por uso indevido de músicas em IA

Destaques

  • •A Authentic Brands Group, que gerencia os direitos de Elvis Presley, processou a Anthropic por supostamente usar 274 canções no treinamento de IA.
  • •A ação pede US$ 150 mil por faixa, totalizando até US$ 41 milhões, e pode definir novas regras para o uso de acervos musicais no desenvolvimento de IA.
  • •O caso se soma a outras disputas entre a indústria musical e empresas de IA sobre licenciamento, remuneração e autenticidade.

A Authentic Brands Group, empresa responsável pelos direitos de imagem e música de Elvis Presley, entrou com um processo contra a Anthropic, desenvolvedora do modelo de inteligência artificial Claude. A acusação é de que a startup teria utilizado 274 canções do icônico artista no treinamento de seus modelos de IA sem a devida autorização.

A ação judicial, divulgada inicialmente pela revista Billboard, busca uma indenização de US$ 150 mil (aproximadamente R$ 750 mil) por cada música, o que pode elevar o valor total da causa para até US$ 41 milhões (cerca de R$ 205 milhões). O advogado dos autores, Richard Busch, criticou a atuação da Anthropic, alegando que a empresa construiu seu modelo de negócios com base em violações de direitos autorais em larga escala e que os mecanismos de proteção implementados pela startup para evitar a geração de conteúdo protegido são ineficazes.

Uso de músicas e impacto no mercado de IA

O processo alega que o Claude é capaz de gerar conteúdo que infringe direitos autorais de praticamente todas as músicas disponíveis online. A Authentic Brands Group questiona a eficácia das barreiras de proteção da Anthropic, afirmando que a empresa tinha conhecimento de suas limitações e continuou a infringir direitos musicais mesmo após tentar implementar mecanismos de bloqueio.

Este caso se junta a uma série de outras disputas legais que envolvem empresas de inteligência artificial e a indústria musical. A Recording Industry Association of America (RIAA) e grandes gravadoras como Sony, Universal e Warner Records já apresentaram acusações semelhantes contra desenvolvedoras de IA pelo uso de obras protegidas.

O que está em jogo para a indústria musical

Sistemas de geração musical por IA analisam gravações para aprender características sonoras e estruturas de composição, permitindo a criação de novas faixas a partir de comandos. Essa tecnologia gera preocupações significativas para artistas e detentores de direitos autorais em diversas frentes:

  • Remuneração: A discussão sobre como obras musicais devem ser licenciadas e remuneradas quando utilizadas no desenvolvimento de IA está em aberto.
  • Autenticidade: Ferramentas de IA podem gerar músicas que imitam o estilo de artistas já existentes, levantando questões sobre originalidade.
  • Transparência: Músicos e detentores de catálogos buscam clareza sobre quais gravações foram efetivamente utilizadas no treinamento dos modelos de IA.
  • Distribuição: O aumento da música gerada por IA pressiona as plataformas de streaming, como o Spotify, que recentemente removeu cerca de 50 milhões de músicas consideradas de baixa qualidade geradas por IA de suas recomendações.

O desfecho desta disputa judicial contra a Anthropic poderá estabelecer precedentes importantes e definir novas regras sobre como acervos musicais protegidos por direitos autorais podem ser utilizados na instrução de novos modelos de inteligência artificial, impactando diretamente o futuro da criação e do licenciamento musical.

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