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Hantavirose em SP: 199 casos e 101 mortes desde 2007

08 de novembro de 2026
Hantavirose em SP: 199 casos e 101 mortes desde 2007

Destaques

  • •Secretaria de Saúde de SP reforça a importância da identificação precoce de casos de hantavirose.
  • •A doença, transmitida por roedores, tem alta letalidade no estado, com taxa de 51% desde 2007.
  • •Medidas preventivas incluem evitar contato com roedores e manter ambientes limpos e ventilados.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça a necessidade de identificação precoce e investigação imediata de casos suspeitos de hantavirose. Desde 2007, o estado registrou 199 casos da doença, com um total de 101 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de aproximadamente 51%. Em 2026, até setembro, foram confirmados 4 casos e uma morte.

O que é a Hantavirose e como é transmitida

A hantavirose é uma zoonose viral aguda, transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas pela urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. No Brasil, a doença manifesta-se frequentemente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode causar comprometimento respiratório e cardíaco, evoluindo rapidamente para quadros graves.

A transmissão ocorre pelo contato com excretas de roedores infectados. A principal forma de contágio é pela inalação de aerossóis contendo o vírus, mas a ingestão de água ou alimentos contaminados e o contato direto com o animal também podem levar à infecção.

Vigilância e prevenção

A vigilância epidemiológica é crucial para investigar casos suspeitos, confirmar laboratorialmente a doença e apurar as circunstâncias de exposição. Essas investigações ajudam a identificar o provável local de infecção, reconhecer fatores de risco e orientar medidas de prevenção e controle.

A principal medida preventiva é evitar o contato com roedores silvestres e suas excretas. Recomenda-se manter ambientes limpos, evitar acúmulo de entulho e alimentos, armazenar mantimentos em recipientes fechados e vedar frestas em imóveis para impedir a entrada de roedores.

Medidas em locais de risco e sintomas

Em locais fechados com sinais de presença de roedores, como galpões e depósitos, é essencial ventilar o ambiente antes da limpeza. O uso de equipamentos de proteção individual, como luvas e máscara apropriada, é recomendado durante a manipulação ou limpeza. Deve-se evitar varrer a seco ou levantar poeira, priorizando a limpeza úmida para reduzir o risco de dispersão de partículas virais.

Pessoas que frequentaram locais com presença ou vestígios de roedores silvestres e apresentem sintomas como febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse ou falta de ar devem procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre a possível exposição.

A identificação precoce é fundamental para a avaliação clínica e o início oportuno do tratamento, além de permitir que a vigilância epidemiológica investigue o caso e oriente as medidas de prevenção e controle.

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