Governo investiga 189 casos de violência contra indígenas em MS

Destaques
- •Força-tarefa interministerial desembarca em Mato Grosso do Sul para apurar 189 denúncias de violência e intimidação contra povos indígenas.
- •Ministros destacam a importância da presença federal para dar seguimento às denúncias e garantir que os atos de violência não continuem.
- •A força-tarefa permanecerá no estado pelo tempo necessário, com diálogo com forças de segurança locais e nacionais para providências.
O governo federal está investigando um total de 189 casos de denúncias de violência, ameaças e intimidações contra povos indígenas em Mato Grosso do Sul. Os casos ocorreram durante e após o período eleitoral, conforme dados divulgados neste sábado (31).
Por determinação presidencial, uma força-tarefa interministerial, composta pelos ministros Eloy Terena (Povos Indígenas), Janine Mello (Direitos Humanos e da Cidadania) e pelo secretário-executivo de Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, desembarcou no estado neste sábado. O objetivo é reunir-se com autoridades locais e monitorar a situação de perto.
Importância da presença federal
Na avaliação do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, a presença das autoridades no estado é crucial para dar seguimento às denúncias. "A nossa presença foi fundamental para ouvir diretamente das lideranças as denúncias e, posteriormente, a vinda dos ministros representa que o governo federal está com a comunidade indígena e que não vai permitir que os absurdos continuem", afirmou.
A ministra de Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, também ressaltou a preocupação com o aumento dos casos e a natureza política de alguns atos de violência. "Para nós, é importante receber essas denúncias e dar acompanhamento aos casos", disse.
Acompanhamento e providências
Segundo Janine Mello, parte das 189 denúncias já está em apuração e outra parte ainda está sendo averiguada pelos órgãos competentes. "Para nós, é importante que o governo tenha capacidade de receber e apurar essas denúncias", complementou.
O secretário-executivo de Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, informou que a força-tarefa está dialogando com as forças de defesa locais, como a Polícia Militar e a Polícia Civil, e também com as nacionais, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. "Teremos um reforço nas forças de defesa aqui, que estão à disposição minuto a minuto para ir in loco onde ocorrerem as ocorrências", declarou.
Lima acrescentou que as providências já estão sendo tomadas nos casos e que inúmeras iniciativas estão sendo propostas no campo. A força-tarefa, segundo a ministra Janine Mello, será mantida pelo tempo que for necessário, com a expectativa de que seja um período breve.
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