Google processado nos EUA por não reintegrar funcionário após licença militar

Destaques
- •O governo dos EUA processou o Google por supostamente violar a lei de proteção a militares reservistas.
- •A ação alega que o Google não reintegrou um funcionário, Mark Davisson, a um cargo similar após licença militar, privando-o de oportunidades e eventualmente demitindo-o.
- •O processo busca recuperar salários e benefícios perdidos, além de exigir treinamento sobre a lei USERRA.
Os Estados Unidos entraram com uma ação judicial nesta quinta-feira (29) contra o Google, acusando a gigante da tecnologia de violar a Lei de Direitos de Emprego e Reemprego dos Serviços Uniformizados de 1994 (USERRA). A lei protege o emprego civil de militares convocados para o serviço ativo. O caso é um exemplo raro do governo federal processando um empregador privado por essa infração.
A denúncia, apresentada no tribunal federal de Manhattan, alega que Mark Davisson, que atuava como executivo de contas-chave no Google administrando clientes como BlackRock e Bridgewater Associates, não foi reintegrado a um cargo similar após retornar de uma licença militar em maio de 2023. Davisson teria sido privado de oportunidades de crescimento na carreira, embora tenha mantido seu salário e cargo.
Demissão após licença militar
Segundo a acusação, após o retorno de Davisson, o Google, unidade da Alphabet, se recusou a permitir que ele gerenciasse contas de clientes. Em janeiro de 2024, ele teria sido realocado para um cargo na área de soluções em nuvem, que também não envolvia o gerenciamento de clientes. Sete meses depois, após uma nova licença militar e em meio a uma redução de quadro na empresa, Davisson foi demitido.
Davisson, que possuía uma casa em Charlotte, Carolina do Norte, morava e trabalhava em Manhattan enquanto era funcionário do Google.
Busca por reparação e treinamento
O processo foi movido pela unidade de direitos civis do Ministério Público Federal em Manhattan. A ação busca recuperar os salários e benefícios perdidos por Davisson, além de indenizações adicionais. O governo também exige que o Google assegure um ambiente de trabalho não discriminatório, o que inclui aprimorar o treinamento sobre a USERRA para seus funcionários.
"A lei federal garante que nossos bravos soldados, que se sacrificam tanto para nos manter seguros, não sejam punidos pelos empregadores quando retornam ao mercado de trabalho civil após concluírem o serviço militar", afirmou o procurador federal Jamie McDonald, de Manhattan, em comunicado.
O Google não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários da Forbes.

