Google e Apple reforçam segurança contra golpes e rastreamento em navegadores

Destaques
- •Google e Apple implementam novas barreiras de segurança em seus navegadores para combater golpes e rastreamento de usuários.
- •O Google protege o Chrome contra a técnica ClickFix, que usa alertas falsos para induzir usuários a colar códigos maliciosos.
- •A Apple bloqueia no Safari a resolução de identidade, que transforma e-mails em identificadores de rastreamento entre sites.
O Google e a Apple lançaram novas atualizações em seus navegadores, Chrome e Safari, respectivamente, com o objetivo de reforçar a segurança digital dos usuários. As medidas visam combater golpes sofisticados de engenharia social e práticas de rastreamento invisível que utilizam endereços de e-mail.
As empresas buscam responder às crescentes ameaças em um cenário onde métodos de rastreamento comercial e ataques de engenharia social se tornam cada vez mais elaborados, exigindo respostas contínuas das plataformas de tecnologia para preservar a privacidade.
Google combate golpes com análise de cópia e cola
No Chrome, o Google ampliou os recursos do modo de Proteção Aprimorada para neutralizar a técnica conhecida como ClickFix. Nesse golpe, páginas falsas exibem alertas de erro simulados, instruindo usuários a copiar e colar códigos maliciosos diretamente no terminal do computador ou no menu Executar do Windows.
O mecanismo do ClickFix aproveita ferramentas legítimas do sistema operacional para baixar arquivos maliciosos sem levantar suspeitas iniciais. Para barrar essa ameaça, o navegador agora analisa o conteúdo copiado para a área de transferência quando o recurso de proteção está ativo.
Se o sistema identifica um script suspeito, o conteúdo é enviado para avaliação do Safe Browsing, ferramenta de navegação segura do Google. Um aviso bloqueia a ação antes que o comando seja executado pelo usuário, impedindo que táticas que desviam a proteção tradicional de downloads sejam bem-sucedidas.
Apple bloqueia rastreamento de e-mails no Safari
Paralelamente, a Apple introduziu restrições no Safari e no WebKit para bloquear a chamada resolução de identidade. Essa técnica é utilizada por terceiros para capturar endereços de e-mail inseridos em formulários de cadastro ou páginas de login, transformando o dado em um identificador permanente de rastreamento entre diferentes sites.
Segundo o time do WebKit da Apple, essa coleta oculta permite a criação de perfis detalhados de navegação e o direcionamento de anúncios cruzados. Com as novas versões dos sistemas operacionais da marca, o acesso de rede a essa infraestrutura de rastreamento foi bloqueado no nível de domínio, o que impede o envio do e-mail para servidores externos.
Os pesquisadores da Apple destacaram que, com o fim dos cookies de terceiros, a indústria buscou preencher lacunas com métodos baseados em dados cadastrais. A nova barreira bloqueia o uso de informações fornecidas para propósitos específicos em esquemas de monitoramento contínuo da navegação, protegendo a privacidade do usuário.
Matérias originais
- Google e Apple lançam atualizações contra golpes em navegadores · estadao.com.br



