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Google amplia programa de demissão voluntária para reduzir custos

04 de novembro de 2026
Google amplia programa de demissão voluntária para reduzir custos

Destaques

  • •Google expande programa de demissão voluntária para funcionários no Canadá, França, Alemanha, Japão e Suíça.
  • •A iniciativa visa otimizar custos e priorizar investimentos em áreas estratégicas como inteligência artificial e computação em nuvem.
  • •A empresa busca direcionar recursos para áreas consideradas prioritárias, apesar do crescimento de seu quadro de funcionários.

O Google, controlado pela Alphabet, ampliou em junho um programa de demissão voluntária para funcionários em países como Canadá, França, Alemanha, Japão e Suíça. A medida faz parte de um esforço da companhia para controlar custos e priorizar investimentos em áreas estratégicas, com destaque para inteligência artificial (IA) e computação em nuvem.

A empresa confirmou a expansão do programa à agência Reuters, mas não divulgou o número exato de funcionários que aderiram às propostas de desligamento. Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, na Suíça, ao menos quatro pessoas de uma equipe de cerca de 50 aceitaram a oferta. O programa dá continuidade a iniciativas semelhantes que já haviam sido oferecidas desde 2025 a funcionários de algumas divisões nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Esforço para otimizar recursos e priorizar IA

A Alphabet busca direcionar recursos para áreas consideradas prioritárias, apesar do crescimento de seu quadro de funcionários nos últimos trimestres. A diretora financeira, Anat Ashkenazi, destacou a inteligência artificial e a computação em nuvem como focos para contratações em apresentações de resultados trimestrais.

O porta-voz da empresa informou que algumas equipes já haviam adotado pacotes de saída voluntária com indenização naquele ano, antes da ampliação internacional em junho de 2026. O desligamento voluntário é destinado aos funcionários que não se sentem alinhados ao ritmo da empresa, segundo executivos do Google.

Exclusões e pressão do mercado

Em ofertas anteriores, funcionários do Google Cloud e da DeepMind, unidade de inteligência artificial da companhia, foram excluídos dos programas de demissão voluntária. A expansão mais recente parece seguir o mesmo padrão, de acordo com a Reuters. A pressão para controlar despesas não é exclusiva do Google; na semana passada, a Microsoft ofereceu programas de demissão voluntária a 60 mil funcionários. Os investimentos em IA têm gerado preocupação entre investidores de Wall Street, o que tem pressionado as ações da Alphabet.

Condições na Suíça e histórico recente

Na Suíça, onde o Google emprega aproximadamente 5 mil pessoas e mantém um importante centro de engenharia em Zurique, o programa alcançou diferentes divisões, mas excluiu a DeepMind, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters. As propostas foram anunciadas em meados de junho e as respostas comunicadas até meados de julho, com as saídas previstas para agosto.

As condições oferecidas na Suíça incluíam indenização equivalente a um mês de salário por ano de serviço, com um limite de 12 meses. Este episódio ocorre três anos após um corte de pessoal significativo na Suíça, quando o Google demitiu mais de 200 funcionários em 2023, o que gerou protestos e paralisações de trabalhadores.

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