Gilmar Mendes e AGU apertam cerco contra 'indústria de precatórios' do Banco Master
Destaques
- •AGU e Gilmar Mendes investigam esquema de precatórios que beneficia o Banco Master.
- •Dados de celular de Daniel Vorcaro revelam contatos com juízes para validar títulos.
- •Medidas mais rigorosas para compra de dívidas judiciais estão sendo implementadas.
Parece que a festa acabou para o Banco Master e sua engenhosa (e duvidosa) indústria de precatórios. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o ministro Gilmar Mendes estão unindo forças para desmantelar um esquema que, segundo as investigações, usava o Judiciário para garantir lucros fáceis.
As provas surgiram de forma chocante: dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram contatos diretos com advogados ligados a juízes. O objetivo? Obter decisões favoráveis para validar precatórios e pré-precatórios que o Banco Master adquiriu, movimentando nada menos que R$ 14,3 bilhões.
A situação ficou tão quente que o próprio Gilmar Mendes, que inicialmente votou contra a tese de Vorcaro, decidiu levar a discussão sobre a validade desses precatórios, especialmente os de usinas de álcool, para o plenário do STF. A AGU já conseguiu travar um processo de R$ 4,7 bilhões, devolvendo o dinheiro aos cofres públicos.
O ministro Jorge Messias, da AGU, foi enfático ao dizer que essa "fábrica de precatórios" foi criada durante o governo passado, criando um ambiente propício para negócios que lesavam o erário. Agora, o Conselho Monetário Nacional também apertou as regras para a compra desse tipo de dívida judicial. O jogo virou para o Banco Master! 📉



