Juros dos EUA disparam e assustam o Brasil: o que esperar?

Destaques
- •Taxas dos títulos do Tesouro americano atingem máximas de 22 anos.
- •Alta dos juros nos EUA atrai capital global, pressionando o câmbio e o crédito no Brasil.
- •IPCA-15 acima do esperado limita espaço do Banco Central para cortar a Selic.
Quem tem 20 anos nunca viu as taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos no nível em que estão agora. As Treasuries seguem ultrapassando marcas históricas, com o título de 30 anos batendo 5,472% ao ano, o maior patamar desde 2004.
Essa escalada nos juros americanos, impulsionada por apostas de um novo aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) e dados econômicos fortes, funciona como um choque externo para o Brasil.
Isso atrai capital global de volta para os EUA, fazendo com que investidores exijam prêmios maiores por aqui. Consequentemente, as taxas dos juros futuros no Brasil sobem, o que encarece o crédito para empresas e consumidores.
Para piorar, o IPCA-15 de setembro veio acima do esperado (0,70%), reforçando a leitura de que o Banco Central terá menos espaço para acelerar os cortes da Selic. O dólar também reage, subindo para R$ 5,1985, o que pode pressionar a inflação e manter as condições financeiras mais duras por mais tempo. 📉


