Fundo Josephina III recorre à Justiça para anular OPA da Oncoclínicas
Destaques
- •Josephina III e Centaurus buscam anular decisão da CVM que determinou oferta pública de aquisição de ações da Oncoclínicas.
- •A disputa pode obrigar a Centaurus a desembolsar bilhões de reais para comprar ações da rede de tratamento oncológico.
- •A CVM decidiu que reorganização de investimentos acionou cláusula que obriga oferta de compra de ações a outros investidores.
O fundo Josephina III, com a gestora americana Centaurus como cotista, entrou com uma ação na Justiça Federal de São Paulo para tentar anular a decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que determinou uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Oncoclínicas. O impasse bilionário envolve o fundo e a gestora Latache Capital.
A judicialização abre uma nova frente na disputa, que já era esperada entre os envolvidos. A ação busca suspender os efeitos da determinação da CVM, que obriga a Centaurus a desembolsar bilhões de reais para comprar ações da rede de tratamento oncológico. A decisão da CVM, por unanimidade, foi baseada em uma reorganização de investimentos da Centaurus que, segundo o órgão, acionou a cláusula do estatuto da Oncoclínicas que exige OPA ao atingir 15% ou mais do capital.
O fundo contesta a decisão da CVM com três argumentos principais: questiona o alcance dos poderes do órgão regulador, alega que a Centaurus não foi formalmente chamada ao processo e contesta os parâmetros de preço e acionistas definidos para a oferta. A disputa também pode afetar a governança da Oncoclínicas, com uma assembleia convocada para deliberar sobre a suspensão do direito de voto do Josephina III.

