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Força Nacional é ampliada em MS para proteger aldeias indígenas

01 de novembro de 2026
Força Nacional é ampliada em MS para proteger aldeias indígenas

Destaques

  • •Ministério da Justiça reforça efetivo da Força Nacional em Mato Grosso do Sul para combater violência política contra indígenas.
  • •Medida inclui o procedimento 'Minuto a Minuto' para resposta rápida a ocorrências criminosas em aldeias.
  • •Acompanhamento de denúncias de violência, incluindo ameaças de envenenamento, e oferta de programa de proteção a vítimas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a ampliação do efetivo da Força Nacional em Mato Grosso do Sul para garantir a proteção de aldeias indígenas Guarani Kaiowá. A medida visa combater o aumento das denúncias de violência política na região, que se intensificaram após o segundo turno das eleições presidenciais. O ministro Wellington César Lima e Silva visitou aldeias na fronteira com o Paraguai neste sábado (31.out.2026) para apresentar as novas ações.

O reforço na presença da Força Nacional inclui a adoção de um procedimento chamado "Minuto a Minuto", que manterá as equipes sempre em campo e prontas para se deslocar a qualquer ocorrência de natureza criminosa ou severa. O acionamento será feito pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais. Segundo o ministro, o programa "Minuto a Minuto" informará sobre o tipo de ocorrência, e sempre que possível, indicará a autoria e materialidade.

Denúncias de violência e ameaças em aldeias

A visita da comitiva ministerial, que incluiu também os ministros Eloy Terena (Povos Indígenas) e Janine Mello (Direitos Humanos), ocorreu após denúncias de violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul ganharem destaque nas redes sociais. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos na região. O Ministério dos Povos Indígenas recebeu 10 denúncias que já foram encaminhadas aos órgãos responsáveis para investigações.

Um dos casos que chamou atenção foi a ameaça de envenenamento da água na aldeia Sassoró, em Tacuru, conforme um áudio que circulou em grupos locais. Há suspeitas de envolvimento de um servidor público do município. O ministro Eloy Terena informou que a Polícia Federal já ouviu suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será intensificado.

Apuração e programas de proteção

O ministro Eloy Terena destacou que as denúncias recebidas estão sendo apuradas. Dos casos inicialmente levantados, 10 foram filtrados, e 4 deles são de Mato Grosso do Sul. Ele ressaltou que apenas o caso de envenenamento tem ligação direta com crime político até o momento, mas que os demais não serão descartados. O Ministério da Justiça atua em uma força-tarefa com as polícias estaduais para proteção das comunidades.

O Ministério dos Direitos Humanos informou que oferecerá o Programa de Proteção às vítimas desses casos. Atualmente, mais de 80 indígenas do Mato Grosso do Sul já estão incluídos neste programa, que visa garantir a segurança de pessoas ameaçadas por suas atividades ou posições. A ministra Janine Mello declarou que a força-tarefa se manterá pelo tempo que for necessário, em diálogo permanente com o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Defensoria Pública da União e o Ministério Público.

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