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Força Nacional do SUS instala base em Manaus para atender vítimas de incêndios

21 de outubro de 2026
Força Nacional do SUS instala base em Manaus para atender vítimas de incêndios

Destaques

  • •Nova unidade regional da Força Nacional do SUS em Manaus visa atender aumento de atendimentos por fumaça de incêndios florestais.
  • •Mais de 541 atendimentos por exposição à fumaça foram registrados desde o início de outubro na rede pública do Amazonas.
  • •Previsão de nova base em Porto Velho e monitoramento de insumos médicos para resposta rápida em até 72 horas.

Uma base regional da Força Nacional do SUS começou a funcionar em Manaus para atender ao aumento da demanda de saúde provocado pela fumaça dos incêndios florestais na região amazônica. Desde o início de outubro até o dia 14, foram registrados 541 atendimentos na rede pública do Amazonas devido à exposição à fumaça, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta a existência de 13 focos de incêndio ativos na região nas últimas 23 horas, com cerca de 370 lançamentos de água já realizados pela força-tarefa de combate ao fogo.

Monitoramento e apoio logístico

O diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, explicou que a nova base em Manaus monitora a disponibilidade de insumos médicos nos municípios afetados. O objetivo é garantir que o apoio chegue rapidamente aos locais com maior pressão na rede de saúde. "Estamos reforçando o apoio à organização dos serviços e mobilizando equipes para garantir que o cuidado chegue a quem precisa", afirmou.

As equipes utilizam um painel interativo onde 43 municípios já atualizaram informações sobre as demandas de saúde. Com base nesses dados, são definidas rotas e meios de transporte, incluindo embarcações e aeronaves, para que as equipes possam responder em, no máximo, 72 horas.

Expansão e fenômeno El Niño

Esta é a quarta base regional da Força Nacional do SUS em funcionamento no país. Uma nova unidade está prevista para ser instalada em Porto Velho ainda esta semana. A iniciativa visa ampliar a capacidade de resposta aos efeitos das mudanças climáticas na saúde da população, incluindo os impactos associados ao fenômeno El Niño, que deve intensificar a seca na Região Norte nos próximos meses.

Os focos de calor na Amazônia registraram um aumento de 64% em relação ao ano anterior, apesar da redução do desmatamento. O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, destacou a forte influência do El Niño, que reduz a umidade vinda do Oceano Atlântico, tornando a floresta mais seca e facilitando a propagação dos incêndios, sejam eles criminosos ou não.

Combate dificultado e qualidade do ar

A seca provocada pelo El Niño também dificulta as operações de combate aos incêndios, pois reduz o nível de água em rios e igarapés, comprometendo a locomoção das equipes e a disponibilidade de água para o combate. Os focos de incêndio estão concentrados na parte leste da Amazônia, e os ventos levam a fumaça até Manaus, que figura entre as cidades com a pior qualidade do ar no Brasil, seguida por Rio Branco e Porto Velho.

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