FMI critica plano dos EUA para conter dívida e déficit fiscal

Destaques
- •Diretora-gerente do FMI contesta a estratégia de crescimento econômico para resolver os problemas fiscais dos EUA.
- •Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões, com projeção de superar recorde histórico em 2030.
- •O FMI sugere que China gaste mais, EUA poupem mais e Europa invista mais para reequilibrar a economia global.
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, lançou um alerta sobre a estratégia defendida pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para lidar com a crescente dívida e o déficit fiscal do país. Bessent aposta no crescimento econômico para reverter o quadro, mas Georgieva avalia que essa abordagem não trará resultados rápidos o suficiente.
A dívida dos Estados Unidos já superou a marca de US$ 40 trilhões, um aumento de um terço em menos de cinco anos. O déficit fiscal caminha para ultrapassar 6% do PIB neste ano. O Congressional Budget Office estima que a relação dívida/PIB em 2030 superará o recorde de 106% de 1946.
Medidas adicionais serão necessárias.
Georgieva também destacou os desequilíbrios globais, apontando China e EUA como principais responsáveis. Ela sugere que a China aumente o consumo interno, enquanto outras economias, como a americana, precisam focar na redução de dívidas e déficits. A diferença entre países superavitários e deficitários se aproxima do pico em 150 anos, um patamar que antecedeu crises financeiras no passado.

