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Fenabrave apoia reforma tributária, mas pede adiamento da implementação

07 de novembro de 2026
Fenabrave apoia reforma tributária, mas pede adiamento da implementação

Destaques

  • •Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) manifesta apoio à reforma tributária, mas solicita adiamento da entrada em vigor.
  • •Principal preocupação do setor é o impacto no fluxo de caixa das concessionárias devido à transição tributária.
  • •Fenabrave revisa projeção de crescimento para vendas de veículos em 2026, esperando 15,3% de alta.

A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) manifestou apoio à reforma tributária, mas solicitou formalmente ao governo federal o adiamento de sua implementação, prevista para 1º de janeiro. Segundo Arcelio Junior, presidente da entidade, o setor precisa de mais tempo para se adequar às novas regras e sanar dúvidas fundamentais sobre a reforma, considerada a maior da história do Brasil.

Preocupações com o fluxo de caixa e pequenas empresas

A principal preocupação da Fenabrave reside no impacto da transição tributária sobre o fluxo de caixa das concessionárias. A regulamentação atual prevê que, ao final do ano, as empresas precisem fazer um balanço e creditar impostos em dozeavos, o que pode gerar um desencaixe financeiro significativo. Arcelio Junior destacou que essa questão afeta não apenas as concessionárias, mas diversos segmentos da economia.

Outro ponto de atenção são os impactos sobre as micro e pequenas empresas da cadeia automotiva. O presidente da Fenabrave lembrou que as concessionárias são responsáveis por 388 mil empregos diretos, estão presentes em 952 municípios e somam 8.625 unidades em operação, ressaltando as diferentes necessidades regionais em um país continental como o Brasil.

Projeção otimista para o mercado automotivo

Em contrapartida, a Fenabrave revisou para cima sua projeção de crescimento para as vendas de veículos em 2026, de 7,9% para 15,3%. Caso a expectativa se confirme, o setor deve comercializar 3,1 milhões de veículos, o maior volume em 12 anos.

O desempenho positivo é atribuído a um tripé: o programa Move Brasil, o programa do carro sustentável (com redução de impostos para veículos menos poluentes) e o aumento da concorrência com a chegada de novos fabricantes, que impulsionou a queda de preços e a oferta de financiamentos mais acessíveis.

Desempenho recente e próximos passos

Em outubro, as vendas de veículos zero quilômetro registraram alta de quase 2% na comparação anual, com 265.600 unidades comercializadas. No acumulado do ano, foram vendidas 2,52 milhões de unidades, um crescimento de 16,1%.

O mercado de veículos usados, por sua vez, apresentou uma leve queda de cerca de 4% no acumulado do ano, influenciada pela redução nos preços dos veículos novos. A Fenabrave aguarda a resposta do governo federal ao pedido de adiamento da implementação da reforma tributária.

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