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Falha no Safari permite roubo de dados de login em dispositivos Apple

05 de novembro de 2026
Falha no Safari permite roubo de dados de login em dispositivos Apple

Destaques

  • •Hackers exploram falha de segurança no Safari para roubar dados de login de usuários Apple.
  • •A vulnerabilidade, que afeta dispositivos não atualizados, permite o roubo de cookies de sessão e o contorno da autenticação de dois fatores.
  • •Usuários são alertados a instalar as atualizações de segurança mais recentes para proteger seus iPhones, iPads e Macs.

Hackers começaram a explorar ativamente uma falha de segurança em sistemas da Apple para invadir navegadores e roubar dados de login de usuários de iPhone, Mac e iPad. A brecha afeta dispositivos que não instalaram as atualizações de segurança lançadas em maio de 2024, conforme informado pelo The Hacker News. A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu o código CVE-2024-27834 em seu catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente após a confirmação de novos ataques.

Origem da brecha e método de infecção

A vulnerabilidade foi apresentada durante a competição Pwn2Own Vancouver, em março de 2024. Dois meses depois, a Apple distribuiu correções para iOS, iPadOS, macOS, tvOS, watchOS e Safari. No entanto, aparelhos sem atualização continuam expostos, seja por esquecimento dos usuários ou pela necessidade de manter versões antigas para executar programas legados.

Para disseminar os ataques, os criminosos comprometeram o Plerdy SEO Tracker, uma ferramenta usada por administradores para monitorar visitas e tráfego em sites. Eles também criaram páginas falsas e contaminaram portais legítimos. A infecção ocorre durante a navegação pelo Safari: um código em JavaScript identifica o modelo do dispositivo e verifica se o sistema está desatualizado. Ao encontrar uma versão vulnerável, a exploração da falha é iniciada sem exigir que a vítima clique em algum link ou baixe arquivos.

Roubo de cookies e autoria atribuída à Rússia

O principal objetivo dos invasores é capturar cookies de sessão. Estes são pequenos arquivos armazenados no navegador que mantêm o usuário conectado a serviços sem exigir uma nova senha a cada acesso. Com esses registros, os criminosos conseguem clonar a sessão da vítima em outro computador e acessar e-mails e plataformas de trabalho.

Este método também permite contornar a autenticação em duas etapas (2FA), que normalmente exige um código temporário além da senha. Os ataques são atribuídos ao grupo APT29, também conhecido como Cozy Bear ou Midnight Blizzard, associado ao Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia.

Prazo para atualização e recomendação de segurança

A determinação da CISA serve como um alerta para usuários brasileiros: aparelhos da Apple que ainda não receberam as correções continuam vulneráveis à exploração da falha. É fundamental verificar se há atualizações pendentes no iPhone, iPad ou Mac e instalá-las para proteger os dispositivos contra acessos não autorizados e roubo de dados.

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