Extrato de Kudzu Reduz Consumo de Álcool em Estudo com Adultos
Destaques
- •Extrato da planta kudzu demonstrou reduzir a frequência de consumo excessivo de álcool em estudo
- •Participantes que consumiram o extrato diminuíram o consumo excessivo em 30% em comparação com placebo
- •Pesquisa abre caminho para novo tratamento contra alcoolismo com menos efeitos colaterais
Um estudo publicado no American Journal of Psychiatry em 4 de novembro sugere que um extrato da planta kudzu, conhecida por ser invasora nos Estados Unidos, pode ser um novo caminho para o tratamento do alcoolismo. A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade da Califórnia, observou uma redução significativa no consumo de álcool em adultos com problemas relacionados à bebida.
A planta asiática kudzu, apesar de suas propriedades medicinais milenares, é considerada invasora nos EUA devido ao seu rápido crescimento e à ineficácia dos mecanismos naturais de controle. O estudo envolveu 20 adultos que consumiam álcool em excesso pelo menos uma vez por semana.
Como o estudo foi conduzido
Durante 12 semanas, os participantes foram divididos em dois grupos. Metade recebeu um extrato de kudzu, enquanto a outra metade recebeu um placebo. A ingestão ocorria cerca de duas horas e meia antes dos momentos em que os voluntários relatavam a intenção de consumir grandes quantidades de bebida alcoólica.
Os resultados indicaram que o grupo que consumiu o extrato de kudzu apresentou uma diminuição na frequência de consumo excessivo de álcool, caindo de uma média de 2,15 para 1,42 episódios por semana.
Resultados e impacto
Em relação à proporção de semanas com episódios de consumo excessivo, a ingestão do extrato de kudzu resultou em uma redução de 30%. Em contraste, o grupo que recebeu placebo teve uma diminuição de apenas 7%, considerada irrelevante pelos pesquisadores.
A expectativa dos pesquisadores é que esses achados possam levar ao desenvolvimento de um tratamento para o alcoolismo que seja mais eficaz e menos desagradável para os pacientes, uma vez que as terapias atuais podem apresentar efeitos colaterais indesejados.



