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Everest Digital expande data centers e aposta em IA fora do eixo Rio-SP

23 de outubro de 2026
Everest Digital expande data centers e aposta em IA fora do eixo Rio-SP

Destaques

  • •Grupo nacional Everest Digital investe em data centers no Centro-Oeste, com foco em Inteligência Artificial.
  • •A empresa possui o único data center TIER 3 de Goiás e planeja expansão, buscando atrair investimentos estrangeiros com regulamentação clara.
  • •CEO da Everest defende nuvem soberana brasileira e alerta para a necessidade de agilidade na regulamentação do setor.

A Everest Digital, grupo brasileiro com atuação fora do eixo Rio-São Paulo, está expandindo sua infraestrutura de data centers com foco em Inteligência Artificial (IA). A empresa possui o único data center TIER 3 em Goiás, já preparado para processar IA, e planeja a construção de uma nova unidade na região Centro-Oeste, que oferece vantagens como abundância de água e energia.

A unidade atual tem capacidade de 2 megawatts (MW), com potencial de expansão para 8 MW. O CEO da Everest, Gleysson Araújo, destacou a crescente demanda por serviços de data center, atendendo clientes como a Light, no Rio de Janeiro, para backup de dados. Ele ressaltou que a indústria de data center está em expansão e que o Brasil não pode perder a oportunidade de atrair investimentos globais.

Expansão e IA no Centro-Oeste

A escolha do Centro-Oeste para a expansão se deve às condições favoráveis de recursos hídricos e energéticos, essenciais para a operação de data centers de alta performance. A capacidade atual de 2 MW já é utilizada para processamento de IA, com planos de ampliação para 8 MW.

Araújo enfatizou que a empresa já adquiriu GPUs (unidades de processamento gráfico) para atender à demanda crescente por IA, mesmo diante das dificuldades de aquisição devido à alta procura global. As GPUs do CEIA (Centro de Inteligência Artificial de Goiás) já rodam na infraestrutura da Everest.

Nuvem Brasileira e Regulamentação

O CEO da Everest Digital defende a criação de uma nuvem soberana e brasileira, argumentando que o Brasil, com sua volumetria de dados, tem potencial para ser um desenvolvedor de tecnologia, e não apenas um consumidor. Atualmente, estima-se que 60% dos dados brasileiros sejam processados fora do país, com um custo projetado de R$ 8 bilhões.

Araújo apelou pela agilidade na regulamentação do setor, conhecida como Redata. Ele reconheceu que o período eleitoral impactou o andamento do projeto, mas ressaltou que a regulamentação trará segurança jurídica para investidores. A falta de regras claras tem levado empresas estrangeiras a buscar informações sobre investimentos no Brasil.

Próximos Passos e Equilíbrio

A regulamentação do Redata é vista como crucial para manter o Brasil na rota de investimentos em data centers. Gleysson Araújo mencionou que o decreto presidencial precisará harmonizar os interesses de produtores locais e importadores de equipamentos, buscando um equilíbrio essencial para o desenvolvimento do setor.

A expectativa é que a regulamentação acelere o crescimento da indústria de data center no país, atraindo mais aportes e garantindo que o Brasil se posicione como um hub de processamento de dados e IA, em vez de apenas um consumidor de tecnologia estrangeira.

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